O presidente do município sadino, André Martins, afirmou que Setúbal tem a responsabilidade de assegurar a promoção da cultura através do canto lírico, a 9 de janeiro, nas comemorações do 272.º aniversário do nascimento da célebre cantora setubalense, na Glorieta a Luísa Todi, localizada na avenida com o nome. Neste ato solene foram depositadas flores na base do busto, seguindo-se o segundo evento do Festival Luísa Todi – Canto Lírico em Setúbal, “As Viagens de Luísa Todi à Chuva”, com a soprano Helena de Castro, do coral Setúbal Voz, e a participação da Academia de Dança Contemporânea de Setúbal.
“Temos essa responsabilidade de vir aqui todos os anos no dia 9 de janeiro e de fazer aquilo que, certamente, ela ficaria muito orgulhosa que nós fizéssemos, que é continuar a promover a cultura de Setúbal através do canto lírico”, assinalou André Martins, na cerimónia que contou com as presença do vereador da Cultura, Pedro Pina, os presidentes da União das Freguesias de Setúbal e da Junta de Freguesia de São Sebastião, Fátima Silveirinha e Luís Matos, e de dirigentes da Associação Setúbal Voz, promotora do festival em conjunto com o município.
André Martins lembrou que Luísa Todi “levou o nome de Portugal e de Setúbal por essa Europa fora através do canto lírico” e saudou a Associação Setúbal Voz por fazer “um esforço, em conjunto com a câmara municipal”, na organização do Festival Luísa Todi, no qual disse ser “necessário continuar a investir” para que “Setúbal seja também conhecida, promovida e divulgada pela sua referência cultural em vários domínios, mas também neste do canto lírico”, agradecendo ao maestro Jorge Salgueiro pela “dinâmica que consegue implementar” e pelas parcerias que faz com outras instituições da região.
“A Câmara Municipal de Setúbal dará, dentro das suas possibilidades, todo o apoio a este projeto da promoção e divulgação de Setúbal através do canto lírico”, garantiu André Martins, antes de dar outros três exemplos do trabalho que a autarquia está a realizar “para que Setúbal seja uma referência no domínio cultural”.
Um é a requalificação da Casa de Luísa Todi, na zona da Fonte Nova, que, “como foi prometido”, está “em processo de adjudicação” e vai ser mais um instrumento para “afirmar a importância de Luísa Todi e do canto lírico em Setúbal”.
De um “ponto de vista mais geral da cultura”, a Câmara Municipal está, por outro lado, a fazer “um esforço significativo no sentido de que as condições da promoção da cultura não fiquem só na cidade de Setúbal”, alargando-as a “outros pontos” do território municipal.
O edil frisou que já foi adjudicada a obra de construção de um centro cultural em Brejos de Azeitão, que vai iniciar-se “dentro de algum tempo”, e que “também está em desenvolvimento um projeto para a construção de uma escola básica na freguesia de Gâmbia-Pontes-Alto da Guerra que tem associado um equipamento multiusos” destinado a ser um polo de “dinamização da cultura” naquela área.
“São investimentos que a Câmara Municipal está a fazer no sentido de que Setúbal seja uma cidade e um concelho de referência a nível nacional na área da cultura e da dinamização cultural”, concluiu.
O presidente da Associação Setúbal Voz, Adalberto Petinga, sublinha que o dia era de “prestar a justa homenagem” a um “grande vulto da cultura” e “musa do Sado”, como classificou a cantora. “Foi Luísa Todi, natural da nossa cidade de Setúbal, que levou o nome de Portugal, através do canto lírico, aos maiores palcos e cortes de vários países europeus”, afirmou, referindo que “Luísa Todi continua, ainda hoje, a motivar e a inspirar muitos jovens cantores líricos da nossa cidade e não só” e que “a melhor homenagem” que se pode prestar-lhe é estar presente nos eventos do festival.
Em representação da LASA – Liga dos Amigos de Setúbal e Azeitão, Isabel Melo considerou Luísa Todi um “fenómeno da música” que se assumiu como “uma das figuras mais prestigiadas na ópera do século XVIII” e “talvez a maior personagem de canto lírico de todos os tempos” em Portugal. “Luísa Todi continua a levar a cidade de Setúbal muito mais além de Portugal e para isso tem contribuído também o nosso executivo, que a tem conseguido pôr no país e no estrangeiro, através de vários eventos, nomeadamente agora com este festival, com a Associação Setúbal Voz, que tem, de facto, feito maravilhas em termos de canto lírico”, salientou.
Isabel Melo frisou que “a LASA, como defensora do património cultural, congratula-se muito” com o facto de o festival “levar o canto lírico a diversas vertentes da sociedade”, para lá “daquele público que se presume mais restrito, mais erudito”, e com a notícia da requalificação da Casa Luísa Todi, “porque é mais um meio para preservar o grande legado que esta cantora deixou”.
Até 2 de fevereiro, o II Festival Luísa Todi – Canto Lírico em Setúbal conta com mais de uma dezena de espetáculos e workshops para celebrar o canto lírico e homenagear Luísa Todi, em locais como a Igreja do Convento de Jesus, a Glorieta a Luísa Todi, o Salão Nobre dos Paços do Concelho, o Auditório do Mercado do Livramento, o Fórum Municipal Luísa Todi, o Auditório Bocage e o Auditório da Escola Secundária D. João II, alguns pagos e outros de entrada livre, embora nalguns casos sujeita a reserva.
O programa da segunda edição do festival pode ser consultado em https://abrir.link/VMyxT e os bilhetes estão à venda na bilheteira online www.bol.pt ou nos locais dos espetáculos.




