PSD de Setúbal acusa gestão da CDU de “falta de capacidade de execução”

A Comissão Política do PSD de Setúbal, liderada por Paulo Calado, considera que “a gestão financeira da Câmara Municipal de Setúbal tem vindo a degradar-se ao longo deste mandato, mantendo graus preocupantes de execução, tanto na despesa como na receita”.

Esta posição foi transmitida durante uma conferência de imprensa realizada hoje, 2 de dezembro, na sede social democrata, onde foi dada a justificação do voto contra o orçamento da Câmara de Setúbal para 2025, que acabou por ser chumbado pela oposição (PSD e PS). “O orçamento municipal apresentado para 2025, atinge a exorbitância de 338,5 milhões de euros, o que representa mais 83 milhões de euros face a 2024, que já era bastante irrealista. Trata-se, portanto de um orçamento megalómano e fantasioso, que anuncia o período pré-eleitoral que se aproxima”, acusam os sociais democratas.

Para o PSD de Setúbal verifica-se uma “falta de compromisso da CDU em executar o seu próprio orçamento”, denunciando que “no ano de 2023, a CDU só conseguiu executar cerca de 59% do orçamento, no que diz respeito à despesa, e 66% relativamente à receita”.

“Verifica-se que no presente ano de 2024, à data de 30 de setembro, ou seja, decorridos três trimestres do ano, que a execução atinge apenas 31%, muito aquém dos valores orçamentados, e ainda mais baixo quanto ao grau de execução no plano plurianual de investimentos a rondar os 13%. Também a esta data se verifica um resultado negativo de 16,1 milhões de euros, seguindo o histórico dos resultados negativos do ano de 2023 e 2022”, referem ainda os sociais democratas.

O PSD manifesta-se preocupado com a dívida a fornecedores que “aumentou em relação ao período homólogo em 10 milhões de euros, ascendendo aos 30 milhões de euros, dos quais 8 milhões são dívida com mais de um ano de antiguidade. Por outro lado, o passivo financeiro reduziu-se, pelo que, a autarquia está a financiar-se à conta dos fornecedores, muitos deles pequenas e médias empresas, imputando um grande esforço e lesando o tecido empresarial local”.

“É necessária competência e responsabilidade para gerir um orçamento desta natureza. Este executivo CDU continua a propor orçamentos municipais sem efetivo planeamento, sem capacidade de concretização e, no fundo, sem responsabilidade. A CDU não conseguiu executar nem sequer dois terços do seu orçamento, e também porque não adotou uma postura de compromisso com aquilo a que se propôs nos anos transatos”, acusa ainda o PSD.

“Feito um balanço político deste mandato e da falta de capacidade de execução da maioria CDU, não resta outra opção ao PSD que não seja dar um cartão vermelho e chumbar o orçamento para 2025”, justificam.

“Avaliámos as consequências do chumbo e sabemos que obriga a Câmara Municipal de Setúbal a gerir de forma mais rigorosa o orçamento em duodécimos, o que resultará numa uma gestão mais controlada daquilo que são os valores que estão à guarda ou para executar pelo Executivo Municipal, sendo que dessa forma, os irá gerir melhor”, conclui.