O porto de Setúbal movimentou até novembro de 2025 cerca de 5,8 milhões de toneladas de mercadorias, refletindo “uma evolução global marcada por ajustamentos conjunturais, mas também por desempenhos muito positivos em segmentos-chave”.
“Os resultados alcançados pelo porto de Setúbal em 2025 confirmam a solidez do seu posicionamento estratégico e a sua capacidade de adaptação a um contexto económico exigente”, sublinha o porto de Setúbal.
Nestes onze meses, o tráfego roll-on roll-off (Ro-Ro) voltou a afirmar-se como “um dos principais motores de crescimento do porto, com a movimentação de mais de 313 mil viaturas, o que representa um aumento de 9,1% face ao período homólogo. Este desempenho reforça o papel do porto de Setúbal como plataforma logística de referência para a indústria automóvel, ao serviço das exportações nacionais”.
Também os granéis líquidos registaram “uma evolução claramente favorável, com um crescimento de 13,8%, sublinhando a importância estratégica do porto no abastecimento energético e industrial e na resposta às necessidades do tecido económico regional e nacional”.
A APSS – Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra revela que para o período 2026–2028, as previsões apontam para “uma estabilização dos volumes no curto prazo, seguida de uma retoma gradual a partir de 2027, com crescimentos médios anuais próximos dos cinco%, sendo esta evolução será suportada pela diversificação dos tráfegos e pelo reforço da capacidade instalada.
Os granéis líquidos deverão “manter níveis estáveis, assegurando a continuidade do abastecimento energético e industrial, enquanto os granéis sólidos apresentam perspetivas de crescimento sustentado, associadas sobretudo à movimentação de produtos cimenteiros e matérias-primas industriais”. “A carga geral fracionada deverá registar um aumento progressivo, impulsionado pela dinâmica dos terminais multiusos e pela atração de nova carga ligada à indústria e à logística de projeto”, adianta.
A carga contentorizada deverá seguir “uma trajetória de crescimento consistente, a partir de 2026, com aumentos anuais estimados em cerca de três por cento, refletindo a crescente competitividade do porto e a sua melhor integração nas cadeias logísticas internacionais”. Já o tráfego Ro-Ro, atualmente próximo dos limites da capacidade instalada, deverá “conhecer um crescimento mais expressivo a partir de 2027, na sequência da expansão do terminal, acompanhando a evolução da indústria automóvel e das exportações nacionais”.
No comércio externo, antecipa-se “um crescimento sustentado das exportações, apoiado pelo aumento da carga contentorizada, pela introdução de novos fluxos de carga fracionada e pelo reforço da capacidade logística associada ao Ro-Ro”. A cabotagem nacional continuará “a desempenhar um papel relevante, em particular no escoamento de cimento produzido na região para outros portos do continente e para as Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, contribuindo para a coesão territorial e para a eficiência do sistema portuário nacional”.
O porto de Setúbal afirma-se como “uma infraestrutura em plena transformação, preparada para responder aos desafios da transição energética, da digitalização e da reconfiguração das cadeias logísticas globais”. “Mais do que um ponto de passagem de mercadorias, é um polo de desenvolvimento económico, inovação e sustentabilidade, profundamente ligado ao território e às suas comunidades”, conclui a APSS.

