PCP de setúbal acusa “alguns autarcas” de “sede de protagonismo na criação da CIM

A Direcção da Organização Regional de Setúbal do PCP considera que a criação da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Península de Setúbal, foi “promovida à pressa pela sede de protagonismo pessoal de alguns autarcas,” realçando que “as suas competências legais se cingem à gestão de fundos comunitários, sendo necessário que esta entidade respeite o planeamento desenvolvido ao longo dos tempos na região e uma relação institucional adequada entre as várias instituições”.

Os comunistas defendem ainda a continuação da AMRS – Associação de Municipios da Região de Setúbal. que com a saída do município de Setúbal, está em risco. A Assembleia Municipal do Seixal também aprovou uma moção para a saída e em Palmela o PSD também defende o mesmo.

O PCP de Setúbal sublinha “o papel insubstituível da AMRS, há mais de 40 anos, na promoção do desenvolvimento regional, na agregação dos agentes regionais e na articulação de políticas supra municipais, destacando a sua ação ao nível do planeamento com a elaboração do PEDEPES e as suas várias atualizações, na captação de investimento liderando o processo de reivindicação que conduziu à criação da NUT II da Península de Setúbal, com perspectiva de alargamento de acesso a fundos comunitários de coesão, ao nível dos transportes preconizando soluções como o Metro Sul do Tejo e o Novo Aeroporto de Lisboa no campo de tiro de Alcochete, no apoio aos Municípios como o acompanhamento de todo o processo de transferência de competências, e com a liderança da candidatura que culminou com o reconhecimento da Arrábida como Reserva da Biosfera da UNESCO, entre as muitas áreas em que a sua ação foi pioneira, como no abastecimento de água e saneamento, na gestão de resíduos, na cultura, na juventude e na educação ou na mobilidade”.