A Comissão Política de Secção (CPS), do PSD de Setúbal vai reunir a 3 de julho para analisar o apoio da Distrital e da direção nacional do partido à candidatura de Maria das Dores Meira à presidência da Câmara de Setúbal. O encontro conta com o presidente da Distrital, Paulo Ribeiro a quem a Concelhia retira confiança política.
Recorde-se que a 11 de março, a seção deliberou, por unanimidade, que o PSD “tinha que ter uma candidatura própria e autónoma aos órgãos autárquicos em Setúbal” e “não apoiaríamos ou integraríamos uma candidatura independente de Dores Meira”.
Também a Assembleia de militantes, realizada em 4 de abril, ratificou e apoiou estas mesmas deliberações, por unanimidade, rejeitando o apoio àquela candidatura.
“Até ao momento, nenhum responsável partidário, designadamente distrital, assumiu publicamente a decisão, apesar de várias conversas e pedidos de esclarecimento, tendo sido indicado como representante da CPN, Paulo Ribeiro, que foi quem nos informou, no passado dia 6 de março, daquela decisão de apoio”, refere o comunicado da Concelhia.
“No dia 11 de junho, a nosso pedido, Paulo Ribeiro reuniu com a CPS de Setúbal, na qualidade de representante da CPN, onde explicou que a decisão estava tomada e era definitiva, não tendo, do nosso ponto de vista, sido esclarecedor quanto às razões que fundamentam a decisão tomada”, refere ainda o comunicado da Concelhia.
A Concelhia de Setúbal manifesta-se “surpreendida com a informação, de que Maria das Dores Meira teria sido convidada para ser candidata pelo PSD, numa altura em que mantínhamos diálogo regular com Paulo Ribeiro no sentido de apresentarmos uma candidatura própria. Caso se confirme esse convite, ele terá sido feito à revelia da Concelhia de Setúbal do PSD, o que consideramos politicamente inaceitável e profundamente desrespeitoso para com os órgãos locais do Partido, além de ser uma flagrante violação dos Estatutos nacionais do partido”.
“Mais grave ainda é o facto de não existir, até hoje, qualquer deliberação formal – da qual constem os termos, condições e fundamentos deste apoio – que tenha sido remetida à Comissão Política da Secção. Esta documentação foi solicitada, mais que uma vez, mas continua por entregar”, sublinha.
Esta decisão, tomada sem o envolvimento da Concelhia de Setúbal, tem gerado “grande perplexidade e desagrado, não apenas entre os nossos militantes, mas também entre os eleitores tradicionais do PSD, que se sentem desorientados e desiludidos com o rumo que esta situação”.
“Pelo conjunto de factos e omissões apuradas, Paulo Ribeiro deixou de ter a confiança política” desta Comissão Política de Secção de Setúbal do PSD.

