A presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, reabriu, a 31 de março, o troço da estrada N10-4 entre a praia de Albarquel e a Gávea, a principal via de ligação da cidade ao Hospital Ortopédico do Outão, à fábrica da Secil e à aldeia da Rasca, que estava encerrado por razões de segurança devido aos danos nas encostas causados pelo mau tempo de janeiro e fevereiro.
Maria das Dores Meira sublinhou que a N10-4 foi reaberta e a normalidade reposta “pouco mais de um mês e meio depois das tempestades” e agradeceu à Infraestruturas de Portugal, aos SMS e aos trabalhadores destas duas entidades e da câmara municipal por terem feito “muito trabalho em pouco tempo, para que a população pudesse voltar a usar” aquela estrada, cujo acesso nas últimas semanas tinha de ser feito pela N10, via Aldeia Grande.
“Num grande esforço conjunto entre a Câmara Municipal de Setúbal, os Serviços Municipalizados de Setúbal (SMS) e a Infraestruturas de Portugal (IP), realizaram-se os trabalhos necessários para garantir a desobstrução da via e a rápida reabertura da circulação automóvel”, sublinhou a edil sadina, acompanhada pela vice-presidente, Maria do Carmo Tiago, pelos vereadores Paulo Maia e Bruno Russo, pelo administrador dos SMS José Alexandre e por responsáveis da proteção civil.
A autarca lembrou que o troço tinha sido encerrado “na sequência da depressão Kristin e do comboio de tempestades que se seguiu, até ao dia 18 de fevereiro”, tendo caído “mais de 300 árvores” e sido retiradas “139 toneladas de resíduos verdes” daquela zona da N10-4.
Em relação ao troço da N10-4 sobre o Parque Urbano de Albarquel que está condicionado, com supressão de uma via de trânsito e encerramento do passadiço, devido a aluimento de terras, Dores Meira revelou que “uma empresa da especialidade está já a fazer o levantamento para rapidamente começar a obra”, esperando que a circulação possa estar regularizada até junho, ou seja o início da época balnear.
Já sobre o troço da Rua Círio da Arrábida entre o Outão e a Praia da Figueirinha, que também teve de ser encerrado, a presidente anunciou que “está feito o levantamento das intervenções a realizar”, sendo aguardado que a empresa da especialidade que o fez entregue depois da Páscoa um orçamento para a intervenção. “Caíram muitas pedras e o sistema de proteção está em tensão, podendo ceder. Para segurança de todos, foi encerrado este troço”, recordou.
Respeitante ao troço da mesma rua entre as praias da Figueirinha e de Galapos, na Arrábida, encerrado em 2022, “ameaçado pelo risco de queda do bloco rochoso”, a presidente da câmara afirma que “está a decorrer o estudo, por empresa da especialidade, para avaliar tecnicamente a questão e apontar a forma de resolução” do problema. “O estudo deverá estar concluído no final de junho. Nessa altura, daremos o passo final, em função do que for a indicação técnica”, acrescentou.
De salientar que um edital publicado, a 1 de abril, pela Câmara Municipal de Setúbal, a interdição “é total, encontrando-se o trânsito estritamente proibido a viaturas automóveis, motociclos, bicicletas e peões, devido ao risco para a vida humana”, sendo a medida mantida “em vigor por tempo indeterminado, até que se verifiquem as necessárias condições de segurança”.
A presidente do município salientou que, por terem sido usados meios técnicos e humanos da IP, dos SMS e da câmara municipal, ainda não está feito o levantamento financeiro para se saber quanto foi investido na recuperação das estradas da Arrábida na sequência dos temporais, admitindo, porém, que o valor ascenda a “centenas de milhares de euros no mínimo”.

