Morreu a jornalista e pintora Aliette Martins

A jornalista e pintora Aliette Martins faleceu a 11 de novembro na sua residência no Barreiro, em paz, após vários problemas de saúde nos últimos anos.

Nasceu em 1940, em Silves, no Algarve, viajou pelo mundo, residiu no Brasil e em Angola, e chegou ao Barreiro, em 1964, onde residiu até à sua morte.

Para o seu filho Alexandre Martins, foi “uma mulher extraordinária, com uma força indomável e sempre, mas sempre, à frente do seu tempo. Até sempre, Mãe”.

Aliete Martins era uma mulher da cultura, sendo pintora, escultora e jornalista. Foi fundadora, diretora e proprietária do jornal “Alfange”, no Algarve. Quando veio residir o Barreiro, foi chefe de redação e diretora do jornal “O Distrito de Setúbal”, do saudoso Carlos Monteiro, e fundadora e diretora do jornal “Litoral Alentejano”, juntamente com Marcos Leonardo, também já desaparecido.

Aliete Martins, colaborou em diversos órgãos de comunicação de social com imensos artigos e intervenções em jornais e rádios, nomeadamente no “Setúbal Mais”, “Diário da Região (atual Setubalense)”, “Voz do Barreiro”, “Rostos” e Rádio Azul e Rádio Racal (Algarve), entre outros.

Foi uma mulher causas, da defesa da liberdade e do jornalismo e da cultura em geral. Participou em diversos projetos, era uma personalidade muito estimada. Acompanhou durante vários anos a FACECO – Feira das Actividades Económicas do Concelho de Odemira, participou em palestras, tertúlias e conferências, e sobretudo ajudou sempre os jovens jornalistas, fez da sua vida uma missão cívica, em prol da sociedade.

Publicou e escreveu prefácios para vários livros. Realizou exposições de pintura, em Portugal e no Brasil e algumas das suas obras integram o espólio do Museu Manuel Cabanas, em Vila Real de Santo António.

Aliette Martins privou com grandes nomes da cultura, desde o pintor Kira, o fotógrafo Augusto Cabrita, e a fadista Amália Rodrigues.

O velório realizaa partir das 15h30, de amanhã, dia 13 de novembro, na Capela da Igreja de Santa Maria. O funeral realiza-se na sexta-feira, dia 14 de novembro, com saída da Capela, pelas 9h30, para o cemitério de Vila Chã.