Os sócios do Vitória Futebol Clube (VFC) aprovaram a venda de duas parcelas de terreno do Complexo Desportivo do Bonfim, em Assembleia Geral (AG), realizada, a 23 de dezembro, no pavilhão Antoine Velge.
A proposta, que foi aprovado com 179 votos a favor, 36 contra, um nulo e oito em branco, prevê a alienação de bens imóveis (topos norte e sul do estádio) e “permite assegurar o cumprimento do plano de recuperação (PIRE) recentemente aprovado pelos credores do clube”, sublinha David Leonardo, presidente da Mesa da Assembleia Geral (MAG) do VFC.
“A aprovação por parte dos associados reveste-se de uma importância essencial. Sem a aprovação, o clube não teria condições para cumprir o plano de recuperação que será implementado, o que inevitavelmente conduziria à sua liquidação e extinção”, explicou o dirigente.
Após a apresentação e discussão do projeto imobiliário para os terrenos do Complexo Desportivo do Bonfim e a respetiva votação, que foi feita em urna quando já passava das 00:00, o líder da MAG frisou que há ainda etapas a cumprir para a concretização do projeto urbanístico residencial.
“Está tudo sujeito a licenciamento camarário. Estamos certos de que a Câmara Municipal de Setúbal irá assegurar que o superior interesse do Vitória será conjugado com a defesa da malha urbana e as pretensões do adquirente”, acrescentou David Leonardo.
Na AG que teve início na noite de segunda-feira, antes da deliberação sobre a alienação de bens imóveis, foram ainda aprovados o relatório de gestão e contas do exercício de 2023 – 128 votos a favor, 14 abstenções e quatro contra – e o orçamento de receitas e despesas elaborado pela Comissão de Gestão para o ano de 2025 (201 votos favoráveis, 18 abstenções e um contra).
O Vitória, cuja equipa de futebol compete atualmente na segunda divisão distrital da associação de Setúbal, é liderado por uma Comissão de Gestão presidida por Carlos Silva, depois de nenhuma lista se ter apresentado às eleições para os órgãos sociais do clube no triénio 2024-2026, em novembro.




