Marca “D’ Odemira” na FACECO – 2026

A Feira das Atividades Culturais e Económicas do Concelho de Odemira (FACECO), que decorre em São Teotónio, tem por finalidade promover Odemira, seus produtos, atividades, coletividades e os atores locais e potenciar o tecido empresarial e cultural e atrair novos empreendedores e investidores. A 34º edição da FACECO decorre de 16 e 19 de Julho 2026.

Como nas anteriores edições da FACECO, os produtos locais têm destaque, com o pavilhão 2 dedicado à sua apresentação e divulgação. De referir que, na FACECO 2026, foi divulgada, pela primeira vez, a marca D´Odemira, com o slogam: De onde? D´Odemira. É natural”.

Esta marca “surge para valorizar um território único, onde a diversidade da paisagem, a riqueza dos recursos naturais e o saber das suas pessoas dão origem a produtos de excelência (….) transforma Odemira num selo de qualidade e confiança, reforçando a ligação com o território , a população e tudo aquilo que nasce , cresce e é produzido. É uma entidade agregadora que: promove a autenticidade, fortalece a economia local e afirma Odemira como um concelho onde a tradição, a inovação e a natureza se encontram para criar valor”.

O objetivo da marca D’ Odemira é o de criar valor para os produtores, pretendendo divulgar os produtores, criar embalagens, selos e campanhas com esta marca, não descurando a possibilidade de utilização de fundos que se encontrem disponíveis para a internacionalização da mesma. De referir que, grande parte dos produtores envolvidos já têm experiência nos mercado externos.

A lista de produtores locais encontra-se em: https://www.cm-odemira.pt/cmodemira/uploads/document/file/24529/listagem_produtores_25___galeria.pdf

De entre os produtos locais destacam-se:

MEDRONHO:

Fruto com várias potencialidades, desde a produção de aguardente, licores, compotas, geleias ou sabonetes. Mais recentemente, o estudo da planta abriu possibilidade a outras utilizações, como a produção de fermento natural para a produção de pão, farinha e a utilização de subproduto na produção de biodiesel.

VINHO:

Os produzidos no sudoeste alentejano exibem a harmonia dos contrastes, entre o interior e o litoral, numa surpreendente seleção. A influência atlântica é marcante, sendo que os produzidos na costa alentejana são refrescantes e elegantes, com uma expressão salina muito particular, que é impossível encontrar em outras regiões de Portugal. Também a influência do clima mediterrânico do interior, quente e seco, expressa-se em vinhos mais quentes e suaves.

MEL:

Com produção artesanal e atendendo à flora da região o mel produzido na região tem características sensoriais únicas, assumindo papel de destaque na cosmética e gastronomia.

AZEITE:

Na paisagem e cultura a oliveira tem um papel de destaque, sendo o azeite extraído da azeitona entre os meses de outubro e fevereiro. Atualmente a tradição alia-se à inovação, com novas referências de azeites aromatizados, com plantas que crescem naturalmente na região.

ENCHIDOS:

Tradicionalmente, a matança do porco representa uma grande festa para a família, vizinhos e amigos e marcava o início da produção de enchidos. Chouriço, linguiça, farinheira e paio são alguns dos enchidos mais apreciados e fazem parte da tradição dos pratos tradicionais da região.

LATICÍNIOS:

Em odemira a tradição é de queijo fresco e queijo seco, mas hoje há também propostas únicas e singulares, em diferentes formatos. Os queijos produzidos localmente são refinados no paladar e oferecem, a quem os degusta, uma crescente variedade de sabores e texturas.

LICORES

Da mestria e gosto do produtor resultam licores de variados sabores de frutos (medronho, bolota, marmelo, frutos vermelhos, limão e muitos mais, plantas (poejo, eucalipto) e produtos como o mel, especiarias e o chocolate.

A confecção de licores é uma antiga tradição assente na sabedoria do produtor e na excelência do produto utilizado.

BATATA DOCE:

Um dos produtos de grande produção no litoral alentejano, com diversas utilizações culinárias, sendo usada em diversas receitas da doçaria tradicional, como acompanhamento de refeições, sopas e refogados. As versões mais consumidas talvez sejam mesmo a batata doce frita ou assada no forno.

A batata doce lira é a variedade, tradicionalmente, cultivada em Odemira, sendo, atualmente, também utilizada a variedade roxa.

DOÇARIA E PANIFICAÇÃO

O pão símbolo do Alentejo, quer pelos aspectos gastronómicos quer pela sua ligação cultural e patrimonial às suas gentes. O pão alentejano caracteriza-se pela sua acidez natural, pela côdea firme e crocante e pelo miolo macio, que resultam de um processo longo de fermentação natural e cozedura em forno a lenha.

Constitui alimento por si só, como também é protagonista em diversas iguarias gastronómicas, sejam doces ou salgadas.

Alcôncoras

Estes são os bolos mais emblemáticos e tradicionais do conselho de Odemira. De receita centenária, as alcôncoras são produzidas à base de mel e azeite e associadas a uma tradição antiga do baixo alentejo.

As alcôncoras são confeccionadas em épocas festivas e também para os Mastros de Promessas e Mastros dos Santos Populares, onde eram penduradas no topo juntamente com decorações em papel. No final da festa as alcôncoras eram repartidas entre os presentes.

Compotas

Quanto às compotas são confeccionadas de modo artesanal, utilizando frutas frescas e da época, e aromatizadas com medronho, ervas aromáticas ou especiarias resultam em surpreendentes sabores, dos mais ousados aos tradicionais.

Chocolate

O cacau originalmente importado da América Central por Espanha, na época dos descobrimentos, depressa conquistou a Europa e o mundo. Localmente, a fábrica de chocolates de Odemira faz as delícias com sabores distintos e elegantes, diferentes texturas.

PESCADO E MARISCO:

No rio Mira, entre Vila Nova de Mil fontes e Odemira, são criadas ostras que são comercializadas como produto gourmet. Atualmente o rio Mira é o único em Portugal que dispõe de água com uma qualidade e temperatura ideal para a produção (Viveiros do Rio Mira) da ostra portuguesa, não só de excelente qualidade , como diferenciada a nível de sabor.

ERVAS AROMÁTICAS:

As ervar aromáticas florescem espontaneamente em toda a região, sendo reconhecidas desde tempos remotos, pelas suas propriedades medicinais e aromáticas.

Poejo, hortelã, alecrim, tomilho, rosmaninho, funcho e oréganos são as mais fáceis de encontrar e são, geralmente, utilizadas para infusões e temperos.

O paladar que proporcionam confere um toque especial à gastronomia regional e um elemento fundamental representativo da cultura local.

SABONETES

Produzidos artesanalmente pela técnica de saponificação a frio, um processo que preserva os benefícios dos óleos e plantas, com uma receita base comum, composta por óleos vegetais nobres, apresentam propriedades altamente hidratantes e desinfetantes.

Nas suas variantes, além de argilas e aromas, podemos encontrar a presença de produtos locais, como o medronho.