O futurodos estaleiros navais da Mitrena, cuja concessão está prevista para 2027, esteve em debate na sessão do PortLab LxSeT promovida hoje, 28 de outubro, pelo porto de Setúbal, que reuniu representantes empresariais e especialistas para refletir sobre os desafios e oportunidades que se colocam ao setor num contexto de crescente transformação económica, tecnológica e ambiental.
A sessão, realizada no auditório Eng.º Coelho da Mota, na sede do porto de Setúbal, contou com a participação de Luís Figueiredo, presidente do Conselho de Administração do Grupo ETE, Nuno Santos, administrador-delegado da Lisnave, e Luís Lopes, especialista em Políticas Públicas de Energia e Infraestruturas. O debate foi moderado por Pedro Ponte, diretor de Equipamentos, Infraestruturas e Ambiente do Porto de Setúbal.
Ao longo da sessão foram analisadas as perspetivas de evolução da construção e reparação naval, o reforço da competitividade europeia, os desafios da transição energética, a crescente procura por mão-de-obra qualificada e as novas oportunidades associadas à descarbonização da economia marítima, à energia eólica offshore e à modernização tecnológica do setor. Esta reflexão permitiu igualmente abordar o papel dos estaleiros navais portugueses na resposta aos desafios estratégicos da Europa.
O presidente do Conselho de Administração do Porto Lisboa-Setúbal, Vítor Caldeirinha, destacou que “Portugal dispõe de conhecimento, experiência e condições para reforçar o seu posicionamento na indústria naval europeia, num setor que assume crescente relevância para a economia, para a inovação e para a autonomia estratégica europeia”.
“A construção e reparação naval, bem como novas atividades ligadas à descarbonização marítima, à economia azul e à energia offshore, representam oportunidades de criação de valor, de emprego qualificado e de desenvolvimento industrial que importa potenciar”, acrescentou Vítor Caldeirinha.
Durante a sessão foram igualmente abordados exemplos concretos de infraestruturas e capacidades existentes em Portugal, incluindo os Estaleiros da Mitrena, enquanto ativo relevante para o desenvolvimento da atividade de construção e reparação naval, enquadrados numa visão mais abrangente para o futuro do setor e da economia marítima nacional.




