A 34º Edição da Feira das Atividades Culturais e Económicas do Concelho de Odemira (FACECO) apresentou, a 18 de Julho de 2026, o I Concurso Regional das Novilhas da Raça Garvonesa (ou Chamusca). Os resultados do Concurso regional foram – Criador / Proprietário
1ª lugar: Christopher Vilhena – Ourique / Rui Silva – Santiago do Cacém
2º Lugar: Tiago Cordovil – Montemor o Novo / António da Conceição Guerreiro
3º Lugar: Christopher Vilhena – Ourique / Cesar Ramos
Esta raça ocupou, no passado, os campos de praticamente toda a região central e litoral do Baixo Alentejo, onde era usada para tração de alfaias e carros de bois.
Com a mecanização da agricultura, sobretudo na segunda metade do século passado, perdeu o seu propósito principal e foi sendo substituída por raças exóticas importadas, sobretudo de França, que serviam melhor o propósito da produção de carne. Em 1994, a raça garvonesa estava perto da extinção.
Foi então que o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina iniciou projeto para recuperação e expansão da espécie. A Associação de Agricultores de Campo Branco (AACB) é a entidade responsável pelo Registo Zootécnico da Raça, encontrando-se registados 1 063 exemplares, dos quais 52 machos.
Atualmente, vários produtores da raça são associados da Farrusca – Cooperativa de Produtores de Carne Garvonesa, criada em São Martinho das Amoreiras. Estes produtores partilham uma forma de produção ligada ao território, ao bem-estar animal e à sustentabilidade.
De referir que, cerca de 90% das explorações associadas encontram-se em modo de produção biológico, com os animais a serem alimentados maioritariamente em pastagens naturais. Vários produtores da cooperativa adotam ainda práticas de agricultura regenerativa, incluindo pastoreio holístico, promovendo a regeneração dos solos, o aumento da biodiversidade e uma melhor adaptação às alterações climáticas.

Segundo a Cooperativa de produtores, “o sabor inconfundível da Garvonesa começa muito antes do prato. Começa no que o animal come. Enquanto a grande maioria das raças bovinas depende de ração industrial, a Garvonesa cresce ao seu ritmo, em liberdade, no montado alentejano, alimentada pelo que a natureza oferece”.

