Setúbal

Casa da Poesia promove “Vinhos Solidários” para ajudar Bombeiros Voluntários de Setúbal

A Casa da Poesia de Setúbal vai realizar a 7.ª edição do evento “Vinhos Solidários” a 24 de novembro, pelas 15h30, no auditório Bocage, na freguesia de S. Sebastião, para apoiar os Bombeiros Voluntários de Setúbal.

A novidade desta edição é que o evento decorrerá durante um espetáculo, com música dos alunos do Conservatório de Palmela e da fadista Deolinda de Jesus. Haverá ainda um momento de poesia, com a declamação de um poema por um bombeiro e uma demonstração de primeiros socorros pelos meninos que frequentam a Escola dos Bombeiros.

A iniciativa, que conta com apoio da Casa Ermelinda de Freitas, vai ter à venda 360 garrafas de vinho tinto, com um custo unitário de 10 euros. “Este ano, temos mais garrafas à venda, totalmente oferecidas pela Casa Ermelinda Freitas, porque os bombeiros querem ter um carro de combate a incêndios que custa 220 mil euros, e estão a fazer várias iniciativas para angariação de receitas”, afirma a poesia, salientando que o espetáculo tem um ingresso de 5 euros para obter ainda mais apoio financeiro. A Casa Ermelinda Freitas oferece ainda as caixas de oferta.

A presidente da Casa da Poesia de Setúbal, Alexandrina Pereira, explica este evento é “o ex-líbris da Casa da Poesia porque cumprimos o que está nos nossos estatutos, a vertente solidária”, lembrando que Leonor Freitas, proprietária da Casa Ermelinda Freitas, “sempre nos abriu as portas para nos ajudar e sem essa parceria seria impossível realizar os Vinhos Solidários”.

Alexandrina Pereira revela que os rótulos das garrafas são da autoria de Vítor Santos, assessor da Casa Ermelinda Freitas, e tem inscrito o lema dos bombeiros voluntários “Honrar o passado e projetar o futuro”. “Curiosamente, este lema tem tudo a haver com a Casa Ermelinda Freitas, porque honra o passado dos seus familiares e projeta o futuro com grande sucesso”.

A poetisa disse que “este regresso do evento é muito importante porque é uma continuidade de um projeto que nasceu na Casa da Poesia que já ajudou seis instituições”, com mais de 15 mil euros doados, nomeadamente à Cáritas Diocesana de Setúbal, Clínica Social Dentária da Paróquia de S. Sebastião, Liga Portuguesa Contra o Cancro – delegação de Setúbal, Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo de Setúbal, a Casa do Gaiato de Setúbal e o Centro de Apoio aos Sem Abrigo – delegação de Setúbal.

A totalidade das receitas é entregue na íntegra a cada instituição. “As instituições dizem sempre a mesma frase, para nós é uma gota que significa um tornado, para eles, o pouco é muito”, adianta Alexandrina Pereira, classificando estes eventos de “muito importantes”.

“Este ano é o meu último evento dos Vinhos Solidários como presidente da Casa da Poesia e Setúbal e quis fazer algo diferente”, concluiu.

A Casa da Poesia de Setúbal foi criada em janeiro de 2015 com os objetivos de dinamizar e divulgar a poesia. Os Vinhos Solidários abriram um caminho de dar a conhecer os poetas. A Casa da Poesia tem feito um trabalho paralelo, divulgar a poesia e ser solidária. A instituição recebeu a Medalha de Honra da Cidade de Setúbal, e promove iniciativas como “Os voluntários dos afetos” que leva a poesia aos lares de idosos no Natal, “De pequeno se faz o poeta”, nas escolas, os encontros com poetas na Biblioteca Municipal de Setúbal, a realização do Encontro Nacional de Poesia de Setúbal e a publicação de antologias.

Leonor Freitas, proprietária da Casa Ermelinda Freitas, considera “muito importante” esta parceria. “Faz parte das empresas desempenharam o seu papel de responsabilidade social e sempre tive um grande reconhecimento pelo trabalho da Alexandrina Pereira e quando começou com este projeto dos Vinhos Solidários, apoiei de imediato porque sabia que iria ser um sucesso e adorei a colocação dos poemas nos rótulos das garrafas de vinho e tudo foi sempre muito bem feito”.

 “O vinho faz parte da poesia, tem a história do trabalho da terra, e nosso caso, a história da família”, afirma Leonor Freitas, destacando que “o vinho representa muita coisa, desde o cultural ao económico, o esforço e a dignificação do trabalho rural”.

A empresária sublinha que “aquilo que achamos que não é muito, faz toda a diferença numa instituição” e este ano que “estamos a passar por momento difíceis, com as guerras, devemos pensar que temos de ser mais fortes na luta e na solidariedade, retribuindo desta forma à sociedade o resultado de quem nos compram o vinho, a quem tenho de agradecer”.

“Este ano fomos mais longe no nosso apoio, ao oferecer mais garrafas de vinho, porque a instituição dos bombeiros é extremamente importante para todos e já precisamos deles em momentos da nossa vida”, disse Leonor Freitas.

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