A Câmara Municipal do Barreiro, liderada pelo socialista Frederico Rosa, aprovou, a 2 de novembro, a saída da autarquia da Associação de Municípios da Região de Setúbal (AMRS), com os votos da maioria do PS (7) e dois contra da CDU.
Esta desvinculação surge dois dias depois de o município da Moita, também do PS, ter também aprovado em reunião de câmara a sua saída da estrutura da região de Setúbal, pelo mesmo motivo uma comparticipação considerada elevada de 225 mil euros por ano.
O presidente da Câmara do Barreiro explicou que sempre foi reconhecido por um vasto conjunto de eleitos que o valor que o município pagava para a AMRS, uma verba de 150 mil euros, era demasiado elevado face ao retorno.
O Barreiro, adiantou Frederico Rosa, paga mais de 150 mil euros por ano em contraposição com os 20 mil que despende para a Área Metropolitana de Lisboa.
Frederico Rosa disse ainda que o município “não pode pagar centenas de milhares de euros por ano, mais de 600 mil euros em cada mandato”, para uma organização e “não haver um retorno aproximado das verbas despendidas”.
O vereador Miguel Amaral (CDU) questionou a proposta, considerando que esta parece ser uma ação concertada dos municípios socialistas, alertando para o risco de a saída colocar em causa a existência da própria associação.
A AMRS é constituída por 11 dos 13 municípios do distrito de Setúbal. Com estas duas saídas, o rombo no orçamento anual da associação é de 375 mil euros.
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