O livro “Arrábida entre a cor e o verso”, com poesia de Alexandrina Pereira e ilustrações de Nuno David, será lançado a 19 de setembro, pelas 18h00, no Salão Nobre dos Paços do Concelho de Setúbal, seguindo-se apresentações no dia seguinte na Biblioteca de Palmela, à mesma hora, a 25 de outubro na Casa-Memória Joana Luísa e Sebastião da Gama em Azeitão e a 29 de novembro na Biblioteca Municipal de Sesimbra. Para Alexandrina Pereira, esta edição, com design de Raul Reis, só foi possível “através de muitas parcerias que acreditaram desde o início no interesse cultural que este livro despertaria”. As dimensões do livro são aproximadamente as de A4, com sete ilustrações originais de Nuno David, o que “o torna convidativo para qualquer idade, e estou a pensar nos mais novos e nas suas escolas tão carenciadas de propostas de amor à natureza”. Para Alexandrina Pereira, é “uma declaração de amor à Serra da Arrábida”.
Florindo Cardoso
Setúbal Mais – Como surgiu a ideia de lançar este livro sobre a Arrábida e a escolha do título?
Alexandrina Pereira – A ideia de iniciar este projeto surgiu quando li uma notícia sobre a candidatura da Serra da Arrábida a Reserva da Biosfera da UNESCO. Achei oportuno mais esta “declaração de amor” a um dos lugares mais inspiradores que tenho o privilégio de contemplar e amar.
Em 2010, já tinha publicado o livro “Arrábida meu amor meu poema” também ele de apoio à candidatura de Arrábida a Património Mundial, candidatura que, como sabemos não foi aceite, mas mesmo que desta vez também não seja considerada, o meu amor por ela não se alterará.
O título em si, vem a propósito das duas “artes” contidas no livro: as palavras poéticas (o Verso) e as pinturas (a Cor), em perfeita sintonia com a Arrábida.
Setúbal Mais – Desta vez, conta com ilustrações de Nuno David. Como surgiu esta parceria e o convite?
Alexandrina Pereira – Para ilustrar este livro lancei o desafio ao pintor Nuno David, também ele um amante da Arrábida, e profundo conhecedor dos seus segredos, assim como do estuário que a abraça. O meu convite foi aceite de imediato e, mesmo tendo ele já inúmeras pinturas de diversos lugares da Arrábida, fez questão de pintar de novo a Arrábida, especificamente para esta edição. São sete as ilustrações a cores, algumas abrangendo duas páginas. As dimensões do livro são aproximadamente as de A4, o que o torna convidativo para qualquer idade, e estou a pensar nos mais novos e nas suas escolas, tão carenciadas de propostas de amor à natureza e, neste caso, à sua própria terra. Admiradora que sou das pinturas do Nuno David é uma honra contar com a sua parceria.
Setúbal Mais – Porque considera importante ter ilustrações em vez de fotografia?
Alexandrina Pereira – Se no primeiro livro tinha convidado vários fotógrafos para incluir as suas fotografias nas páginas desse livro, desta vez convidei o pintor Nuno David que, ao longo da sua vida sempre tomou a Arrábida como fonte de inspiração. Quando lhe propus o desafio, aceitou de imediato, e tem sido uma parceria muito interessante e enriquecedora. A beleza da sua pintura nas páginas do livro, tornam-no numa eterna e bonita homenagem à “nossa” Arrábida.
Setúbal Mais – Este livro, tendo em conta o elevado orçamento, contou com que apoios?
Alexandrina Pereira – Esta edição só foi possível através de muitas parcerias que acreditaram desde o início no interesse cultural que este livro despertaria. É uma edição pensada nos mais pequenos detalhes por um excelente designer, Raul Reis, que colocou nesta produção todo o seu empenho e criatividade. Contámos com o apoio das câmaras municipais de Setúbal, Palmela e Sesimbra e Juntas de Freguesia das respetivas autarquias. Várias empresas da região também acarinharam o projeto: Casa Ermelinda Freitas, Quinta do Alcube e Secil, são alguns exemplos. Tivemos também o apoio da AMRS (Associação dos Municípios da Região de Setúbal). Estes apoios traduzem-se na aquisição de livros. Todas as entidades contribuíram com depoimentos sobre a importância e o privilégio de contarmos com a beleza da Serra da Arrábida nas nossas vidas.
Setúbal Mais – Considera que este livro é o projeto literário mais ambicioso que já fez?
Alexandrina Pereira – Sem dúvida que sim! Ao longo dos muitos anos tenho cometido “a loucura” de ousar publicar livros. Destra vez pensei levar mais longe o meu sonho, publicando mais uma declaração de amor à Serra que tanto amo, desafiando um pintor de renome e convidando diversas personalidades a escreverem sobre ela, perpetuando assim, em livro, o seu apreço à nossa serra, Serra-Mãe de Sebastião da Gama.
Setúbal Mais – Quando e onde será lançado e apresentado?
Alexandrina Pereira – Já temos agendadas quatro apresentações. Em 19 de setembro no Salão Nobre da Câmara Municipal de Setúbal, no dia 20 de setembro na Biblioteca Municipal de Palmela, dia 25 de outubro na Casa-Memória Joana Luísa e Sebastião da Gama em Azeitão e no dia 29 de novembro na Biblioteca Municipal de Sesimbra. Sem data marcada, mas com convite feito e aceite, teremos uma apresentação na Livraria Culsete.
Permita-me que deixe aqui registado no jornal Setúbal Mais o meu profundo agradecimento a todos os que aderiram a este projeto e também um pedido: Vejam nesta publicação, apenas um humilde contributo cultural para todos nós, setubalenses, palmelenses e sesimbrenses. E guardem os versos que acompanham o convite: “Lavro a alma na canção dos pássaros. Há no ar perfume a alfazema. É Arrábida, toda ela um poema.”
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