Ana Isabel Alves recebe prémio “Mulher do Ano” nos Prémios W 2025

Screenshot

A setubalense Ana Isabel Alves, da ACIACIBEV – Associação de Vinhos e Espirituosas de Portugal recebeu prémio “Mulher do Ano”, no âmbito dos Prémios W2025, criados pelo famoso enólogo Aníbal Coutinho.

Para Ana Isabel Alves, “2025 foi um ano difícil para o vinho” com “o consumo a baixar e a atingir mínimos históricos a nível mundial, o comércio internacional instável e imprevisível, devido à guerra comercial iniciada pelos EUA e ataques violentos em Portugal dos lobbies anti álcool”.

“Também foi um ano gratificante, com a celebração dos 50 Anos da ACIBEV – Associação de Vinhos e Espirituosas de Portugal e a sua consolidação, a nível nacional e internacional, como a principal Associação representativa dos produtores de vinho portugueses”, sublinha a responsável, sublinhando que “é um orgulho para mim trabalhar num setor que resiste, nunca desiste e se reinventa todos os dias, transformando problemas em oportunidades”.

“Agradeço este prémio às “minhas” empresas, que me apoiam todos os dias, mas também, simbolicamente, a Pinhel (um dos concelhos do interior onde, segundo a NOVA SBE, o vinho contribuiu mais para o emprego e coesão territorial), onde tantos agricultores tratam a vinha com carinho, produzindo as uvas que permitem às ‘minhas’ empresas fazer vinhos maravilhosos”, acrescentou Ana Isabel Alves.

“Um agradecimento especial ao Aníbal Coutinho prestigiado jornalista e especialista em vinhos, por este incentivo para continuar a trabalhar mais e melhor por este setor”, conclui.

De referir que o “Bacalhôa Moscatel Roxo Superior, DOC Setúbal, 2003”, adega de Azeitão, foi eleito o “Vinho Licoroso do Ano”.

Para Aníbal Coutinho, “em 2025, tal como nos anos mais recentes, o mundo, sombreado de cinzento, parece escurecer ainda mais antes da bonança que tarda em aclarar as nossas vidas. Putin, travestido de Sauron, continuou a guerra na Europa, todos fomos reféns do Hamas e da invasão de Gaza e Líbano por Israel, agora numa nova fase mais silenciosa, mas não menos preocupante”.

“Em Portugal, celebrámos 50 anos de outra liberdade de novembro e louvámos o sistema democrático, com o povo a votar numa mudança de governantes e na ascensão populista, agora a segunda maior força política. No mesmo alinhamento, os Estados Unidos, com o MAGO(A) Trump de volta (e em daily live reality show) para tornar a América ‘great again’, anunciam que o mundo vai assistir rapidamente à conclusão dos conflitos atuais e vai padecer com a força de fusões, aquisições & canhões no Ártico, do Canadá à Gronelândia, nas bacias petrolíferas da Venezuela, nos países vizinhos, do México a Cuba, nos maus vizinhos do protetorado de Israel, para além de tarifas a todo o mundo”, refere o enólogo.

“No momento em que vos escrevo, a luta entre o bem e o mal parece favorece a lei da Selva, no estudo dos animais irracionais, conhecida por lei do mais forte, na aplicação ao (des)concerto das Nações. Nesta encruzilhada global, a fileira do vinho Português, com a humildade da formiga e uma invulgar sensibilidade para servir o produto certo, à hora e às pessoas certas, embora perdendo nos Estados Unidos, conseguiu resultados encorajadores, frutos de uma vindima (curta) de muito trabalho, resiliência e vontade. Com mais de 3 centenas de nomeados e dezenas de vencedores, com o apoio de muitos patrocinadores a quem agradeço o suporte essencial, os alternativos prémios W valorizam os melhores exemplos para o nosso caminho futuro. Mantenho a esperança. Este é o meu contributo”, conclui.