O deputado do PS, eleito por Setúbal, Fernando José, questionou o Governo sobre a travessia fluvial para Troia e o corte do troço Figueirinha – Galapos, na audição parlamentar ao Ministro das Infraestruturas e Habitação, realizada a 8 de novembro.
Fernando José disse que “historicamente, os setubalenses têm uma ligação forte a Troia. Uma ligação de raízes populares e religiosas que se perde no tempo, mas que tem vindo a ser dificultada pelos sucessivos aumentos dos preços dos bilhetes da travessia fluvial concessionada”, denunciando “os aumentos exagerados, incompreensíveis e incomportáveis para a maioria da população”. “Gente de Setúbal e da Península que procuram as praias de Troia ou que para aquela margem do rio se deslocam por motivos profissionais. Gentes do litoral alentejano que por necessidade de deslocação para o local de trabalho ou por outros motivos, têm na travessia fluvial de Troia para Setúbal e de Setúbal para Troia um meio de mobilidade mais próximo e célere, mas cada vez menos acessível pelo incomportável preço dos bilhetes”, disse ainda o parlamentar socialista.
Fernando José lembra que “reconhecendo a desigualdade no direito de acesso aos transportes públicos na península de Setúbal, já que o passe Navegante garante plena acessibilidade a qualquer transporte público, mas exclui a deslocação de Setúbal para Troia, o anterior Governo iniciou processo para corrigir esta injustiça”, pelo que o deputado socialista questionou “o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz se este Governo e este Orçamento respondem finalmente às justas reivindicações das populações?”.
O deputado questionou ainda o governante sobre o corte do troço da Serra da Arrábida que garante a ligação entre as praias da Figueirinha e de Galapos e que está encerrado ao trânsito desde fevereiro de 2023, devido ao risco de queda de uma rocha de grandes dimensões.
Um bloco rochoso que apresenta “indícios de instabilidade e uma extensa fissura de afastamento” que obrigou a Câmara Municipal a fechar a estrada, o deputado setubalense questionou o ministro das Infraestruturas “se duas épocas balneares depois, este orçamento e este Governo, em articulação com a autarquia, respondem afirmativamente à resolução deste problema que se arrasta no tempo? Se este Governo assume a resolução do problema em 2025 e antes da próxima época balnear?”.
Perguntas que ficaram sem resposta por parte do Governo, pelo que Fernando José garantiu que irá fazer avançar com pergunta parlamentar nos termos regimentais.

