O 2.º Encontro Poético de Setúbal que contou com uma delegação espanhola liderada pela escritora Antonia Cerrato Martín-Romo, começou na Casa da Baía, na avenida Luísa Todi, para troca de livros entre os poetas presentes, seguindo depois para as instalações da Junta de Freguesia de Gâmbia, Pontes e Alto da Guerra, onde realizou-se uma visita ao museu com peças ligadas ao trabalho rural e um momento de poesia.
Os poetas confraternizaram num almoço oferecido pela junta de freguesia anfitriã, no Clube Desportivo, Cultural e Recreativo de Gâmbia, contando com a presença da presidente da Câmara Municipal de Setúbal, acompanhada dos vereadores das Obras Municipais, Carlos Rabaçal, e da Cultura, Pedro Pina, e ainda dos presidentes das juntas de freguesia de Gâmbia, Pontes e Alto da Guerra, José Belchior, de S. Sebastião, Nuno Costa e da União de Freguesias de Setúbal, Rui Canas.
O presidente da Junta de Freguesia de Gâmbia, Pontes e Alto da Guerra, José Belchior, salientou que “estamos muito satisfeitos e com muito orgulho de os receber aqui na nossa freguesia”, agradecendo aos funcionários e aos dirigentes do Clube Desportivo, Cultural e Recreativo de Gâmbia pela organização do almoço que decorreu nas instalações da colectividade. “Este almoço não seria possível sem o vosso trabalho”, disse emocionado.
José Belchior lembrou que “no ano passado, no 1.º Encontro Poético de Setúbal apercebi-me de que não podia acontecer só em Setúbal, tinha de sair para as outras freguesias do concelho para mostrar aquilo que se faz de bom e foi nesse sentido que quisemos que se realizasse aqui”.
Já a presidente da Casa da Poesia de Setúbal, Alexandrina Pereira, recordou que “quando o presidente da junta sugeriu a realização deste encontro na sua freguesia para nós foi um desafio muito interessante e depois surgiu logo S. Sebastião em 2020 e vamos ver depois quais as freguesias que se seguirão”.
“Sentimos que este encontro foi muito positivo e gratificante”, destacou Alexandrina Pereira, frisando que “a poesia é um abraço de todos”, agradecendo o apoio dos associados e das autarquias. “Sentimos que é muito gratificante verificar que as autarquias estão connosco porque trabalhamos generosamente, gratuitamente e de coração para a cidade”, sublinhou a poetisa.
Para a presidente do município sadino, esta junta de freguesia “concretizou um sonho imaterial que é trazer as pessoas ao conhecimento daquilo que é esta autarquia”, lembrando que “normalmente as autarquias mais pequenas, as chamadas de rurais, não eram citadas quando se faziam iniciativas, dando-se preferência ao centro, mas actualmente percebeu-se que é importante levar as pessoas a conhecer a riqueza do concelho”.
Maria das Dores Meira frisou que nesta freguesia existem 170 empresas, entre as quais cinco de produção de ostra que exportam milhares de toneladas. “Isso é motivo de orgulho porque o desenvolvimento social e económico tem muito muita importância nestas freguesias que antigamente eram vistas como dormitório, ninguém as visitava”, disse, destacando a comunidade de flamingos no estuário ou o observatório de aves no Moinho da Mourisca e uma salina que deverá ser reactivada através de uma candidatura a fundos comunitários.
O encontro terminou com uma visita ao Moinho da Mourisca e uma sessão na Biblioteca Municipal de Setúbal, onde foi apresentada a obra da convidada espanhola.
“Obrigado por este dia inesquecível, que esperamos repetir, seja neste ou no outro lado”, disse Antonia Cerrato Martín-Romo.
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