Os vereadores do PSD votaram contra o orçamento da Câmara de Setúbal para 2025, na reunião publicada realizada hoje, por considerar “megalómano”, levando ao chumbo do documento.
Para Paulo Calado, vereador e presidente da Concelhia, justifica o voto por ser um “orçamento megalómano”, com um valor de cerca de 346 milhões de euros, mais 107 milhões do que em 2024.
Para o autarca social democrata, o problema é que “depois, como se verificou no ano de 2023”, a CDU “só consegue executar cerca de 60% desse orçamento”.
Perante o cenário de uma gestão em duodécimos, Paulo desdramatiza a situação. “A gestão em duodécimos permite que haja uma gestão mais controlada daquilo que são os valores que estão, no fundo, à guarda ou para executar pelo executivo municipal. Dessa forma, conseguem gerir melhor”, afirma o dirigente do PSD, adiantando que “numa gestão em duodécimos a CDU consegue executar com mais eficiência o orçamento que tem para gerir”.
Paulo Calado mostra-se “muito preocupado” com as contas da autarquia sadina. “O que verificamos é que, em relação ao período homólogo do ano passado, a dívida a fornecedores cresceu 10 milhões de euros. Apesar de, em termos do pagamento de dívidas a bancos terem conseguido amortizar, o que verificamos é que eles se estão a financiar através das dívidas a fornecedores que neste momento, já vão em 30 milhões de euros, dos quais 8 milhões são dívidas que têm mais que um ano, portanto, já são passivo não corrente”, disse.
Para o vereador do PSD, a CDU “não está a ter capacidade” de realizar a esses pagamentos e isso “também lesa a economia local, visto que muitos dos fornecedores da câmara são pequenas e médias empresas da região”.

