O Partido Ecologista Os Verdes (PEV) realizou nos dias 16 e 17 de Novembro, em Setúbal, a sua XVI Convenção, sob o lema “ Basta de Destruição, Ecologia em Ação!”, que definiu as linhas de intervenção do PEV para os próximos anos.
Mariana Silva, dirigente nacional do PEV, interveio na Sessão de Abertura, tendo destacado o património de décadas de trabalho, com uma agradecimento, a “todos os que iniciaram este projeto há mais de 4 décadas, que nos definem como um partido de resistência, de luta, de entrega, de compromisso, um partido que se iniciou com iniciativas reconhecidamente por todos, pela forte criatividade e pela felicidade, e que continuam a pautar a nossa intervenção aos dias de hoje”.
Na sua intervenção, destacou ainda o empenho de Os Verdes “para que “se olhasse para as questões ambientais como sendo parte integrante de todas as outras áreas, abordagem que é ainda mais premente nos nossos dias. Não podemos permitir que se continue a desligar as respostas aos problemas ambientais dos problemas que estão diretamente ligados à sobrevivência das pessoas”.
Foi aprovada a Moção de Ação Política apresentada à Convenção por Heloísa Apolónia.
Na Sessão de Encerramento, Tiago Aldeias, dirigente nacional do PEV, criticou o Orçamento do Estado que “coloca no centro da decisão as benesses a conceder ao setor empresarial e industrial e aos jovens de famílias com elevados rendimentos, deixando à margem das contas públicas a resposta definitiva e necessária para inverter o rumo de desigualdades sociais”.
“O rumo necessário é do fim da precariedade laboral, o aumento de salários e pensões dignas, do reforço dos serviços públicos, da saúde à educação, da resposta aos desafios climáticos, à coesão social e territorial, ao direito à habitação. A isso no fundamental o Orçamento de Estado não dá resposta, a isso vemos na Assembleia da República pouca oposição. Na legislação laboral de novo a direita pretende mexer, sem dizer ao que vem, apenas um pedido de autorização, assim, meio escondido no meio de tantos artigos do OE para 2025”, disse
“E para esse peditório a direita parece nem precisar de populistas, porque o PS já lhe foi dando a mão, com a abstenção, não sabemos se violenta se pacífica, a verdade é que viabilizou o OE para 2025 na generalidade e muito provavelmente passará ao Governo aquilo que será em bom rigor um verdadeiro cheque em branco. Seremos nós certamente, que como no nosso passado, na nossa ligação e envolvimento nos movimentos sociais, que na nossa ligação a outras forças políticas faremos no futuro o que fizemos até aqui, estando envolvidos e dinamizando ações que combatam essas políticas da direita, totalmente contrária aos interesses que defendemos”, concluiu.
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