A Feira das Atividades Culturais e Económicas do Concelho de Odemira (FACECO), que decorre em São Teotónio, tem por finalidade promover Odemira, seus produtos, atividades, coletividades e os atores locais e potenciar o tecido empresarial e cultural e atrair novos empreendedores e investidores.
A 32º edição da FACECO foi inaugurada a 19 de Julho de 2024 e encontra o respectivo programa aqui: programa_2024_web.pdf (cm-odemira.pt)
A Feira conta com galeria para exposição dos produtos locais,, incluindo:
MEDRONHO:
Fruto com várias potencialidades, desde a produção de aguardente, licores, compotas, geleias ou sabonetes.
Mais recentemente, o estudo da planta abriu possibilidade a outras utilizações, como a produção de fermento natural para a produção de pão, farinha e a utilização de subproduto na produção de biodiesel.
VINHO:
Os produzidos no sudoeste alentejano exibem a harmonia dos contrastes, entre o interior e o litoral, numa surpreendente seleção.
A influência atlântica é marcante, sendo que os produzidos na costa alentejana são refrescantes e elegantes, com uma expressão salina muito particular, que é impossível encontrar em outras regiões de Portugal.
Também a influência do clima mediterrânico do interior, quente e seco, expressa-se em vinhos mais quentes e suaves.
MEL:
Com produção artesanal e atendendo à flora da região o mel produzido na região tem características sensoriais únicas, assumindo papel de destaque na cosmética e gastronomia.
De referir que, no dia 20 de Julho de 2024, realizou-se na FACECO o 13º Concurso Regional do Mel. Pode verificar os resultados deste concurso aqui: https://setubalmais.pt/fernando-guerreiro-vence-xxiii-concurso-regional-de-mel/
AZEITE:
Na paisagem e cultura a oliveira tem um papel de destaque, sendo o azeite extraído da azeitona entre os meses de outubro e fevereiro.
Atualmente a tradição alia-se à inovação, com novas referências de azeites aromatizados, com plantas que crescem naturalmente na região.
Entre os produtores de azeite temos os seguintes: 100 zeros (Odemira), Azeite Parrinha (Colos) e Lagar Vale da Casca (São Luís).
ENCHIDOS:
Tradicionalmente, a matança do porco representa uma grande festa para a família, vizinhos e amigos e marcava o início da produção de enchidos.
Chouriço, linguiça, farinheira e paio são alguns dos enchidos mais apreciados e fazem parte da tradição dos pratos tradicionais da região.
Como produtor da região temos Alentejo Fine Foods by Cabecinha (Fornalha Velha)
QUEIJOS:
Os produzidos localmente são refinados no paladar e oferecem, a quem os degusta, uma crescente variedade de sabores e texturas.
Em odemira a tradição é de queijo fresco e queijo seco, mas hoje há também propostas únicas e singulares, em diferentes formatos.
LICORES
A confecção de licores é uma antiga tradição assente na sabedoria do produtor e na excelência do produto utilizado.
Da mestria e gosto do produtor resultam licores de variados sabores de frutos (medronho, bolota, marmelo, frutos vermelhos, limão e muitos mais, plantas (poejo, eucalipto) e produtos como o mel, especiarias e o chocolate.
CHOCOLATE:
O cacau originalmente importado da América Central por Espanha, na época dos descobrimentos, depressa conquistou a Europa e o mundo. Localmente, a fábrica de chocolates de Odemira faz as delícias com sabores distintos e elegantes, diferentes texturas.
Como produtor de chocolate em Odemira temos as Chocolates Beatriz
ALCÔNCORAS
Estes são os bolos mais emblemáticos e tradicionais do conselho de Odemira.
De receita centenária, as alcôncoras são produzidas à base de mel e azeite e associadas a uma tradição antiga do baixo alentejo, sendo confeccionadas em épocas festivas e também para os Mastros de Promessas e Mastros dos Santos Populares, onde eram penduradas no topo juntamente com decorações em papel. No final da festa as alcôncoras eram repartidas entre os presentes .
BATATA DOCE:
Um dos produtos de grande produção no litoral alentejano, com diversas utilizações culinárias, sendo usada em diversas receitas da doçaria tradicional, como acompanhamento de refeições, sopas e refogados. As versões mais consumidas talvez sejam mesmo a batata doce frita ou assada no forno.
A batata doce lira é a variedade, tradicionalmente, cultivada em Odemira, sendo, atualmente, também utilizada a variedade roxa.
PÃO:
O pão símbolo do Alentejo, quer pelos aspectos gastronómicos quer pela sua ligação cultural e patrimonial às suas gentes.
O pão alentejano caracteriza-se pela sua acidez natural, pela côdea firme e crocante e pelo miolo macio, que resultam de um processo longo de fermentação natural e cozedura em forno a lenha.
Constitui alimento por si só, como também é protagonista em diversas iguarias gastronómicas, sejam doces ou salgadas.
OSTRAS:
São criadas no rio Mira, entre Vila Nova de Milfontes e Odemira, e comercializadas como produto gourmet.
Atualmente o rio Mira é o único em Portugal que dispõe de água com uma qualidade e temperatura ideal para a produção (Viveiros do Rio Mira) da ostra portuguesa, não só de excelente qualidade , como diferenciada a nível de sabor.
COMPOTAS
Confeccionadas de modo artesanal (Alma de Nossa Gente – Luzianes, Gare; Zorra Casa do Medronho – São Luís), utilizando frutas frescas e da época, e aromatizadas com medronho, ervas aromáticas ou especiarias resultam em surpreendentes sabores, dos mais ousados aos tradicionais.
ERVAS AROMÁTICAS:
As ervar aromáticas florescem espontaneamente em toda a região, sendo reconhecidas desde tempos remotos, pelas suas propriedades medicinais e aromáticas.
Poejo, hortelã, alecrim, tomilho, rosmaninho, funcho e oréganos são as mais fáceis de encontrar e são, geralmente, utilizadas para infusões e temperos.
O paladar que proporcionam confere um toque especial à gastronomia regional e um elemento fundamental representativo da cultura local.
SABONETES
Produzidos (Zorra, Casa de Medronho – São Luís) artesanalmente pela técnica de saponificação a frio, um processo que preserva os benefícios dos óleos e plantas, com uma receita base comum, composta por óleos vegetais nobres, apresentam propriedades altamente hidratantes e desinfetantes.
Nas suas variantes, além de argilas e aromas, podemos encontrar a presença de produtos locais, como o medronho.
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