
A 33ª FACECO (Feira das Atividades Culturais e Económicas do Concelho de Odemira (FACECO), que decorre em São Teotónio de 18 a 20 de Julho 2025, tem por finalidade promover Odemira, seus produtos, atividades, coletividades e os atores locais e potenciar o tecido empresarial e cultural e atrair novos empreendedores e investidores.

O programa da 33ª edição da FACECO encontra-se em: https://www.cm-odemira.pt/cmodemira/uploads/document/file/24522/programa_faceco_2025.pdf
Nesta edição da feira os produtos locais ganham destaque, com o pavilhão 2 dedicado à sua apresentação e divulgação.
A lista de produtores locais encontra-se em: https://www.cm-odemira.pt/cmodemira/uploads/document/file/24529/listagem_produtores_25___galeria.pdf
Dos produtos locais destacam-se os seguintes:
MEDRONHO:

Fruto com várias potencialidades, desde a produção de aguardente, licores, compotas, geleias ou sabonetes.
Mais recentemente, o estudo da planta abriu possibilidade a outras utilizações, como a produção de fermento natural para a produção de pão, farinha e a utilização de subproduto na produção de biodiesel.

VINHO:

Os produzidos no sudoeste alentejano exibem a harmonia dos contrastes, entre o interior e o litoral, numa surpreendente seleção.
A influência atlântica é marcante, sendo que os produzidos na costa alentejana são refrescantes e elegantes, com uma expressão salina muito particular, que é impossível encontrar em outras regiões de Portugal.
Também a influência do clima mediterrânico do interior, quente e seco, expressa-se em vinhos mais quentes e suaves.
MEL:


Com produção artesanal e atendendo à flora da região o mel produzido na região tem características sensoriais únicas, assumindo papel de destaque na cosmética e gastronomia.
De referir que, no dia 20 de Julho de 2024, realizou-se na FACECO o 13º Concurso Regional do Mel. Pode verificar os resultados deste concurso aqui: https://setubalmais.pt/fernando-guerreiro-vence-xxiii-concurso-regional-de-mel/
AZEITE:

Na paisagem e cultura a oliveira tem um papel de destaque, sendo o azeite extraído da azeitona entre os meses de outubro e fevereiro.
Atualmente a tradição alia-se à inovação, com novas referências de azeites aromatizados, com plantas que crescem naturalmente na região.
ENCHIDOS:
Tradicionalmente, a matança do porco representa uma grande festa para a família, vizinhos e amigos e marcava o início da produção de enchidos.
Chouriço, linguiça, farinheira e paio são alguns dos enchidos mais apreciados e fazem parte da tradição dos pratos tradicionais da região.
QUEIJOS:
Em odemira a tradição é de queijo fresco e queijo seco, mas hoje há também propostas únicas e singulares, em diferentes formatos.
Os produzidos localmente são refinados no paladar e oferecem, a quem os degusta, uma crescente variedade de sabores e texturas.

LICORES

Da mestria e gosto do produtor resultam licores de variados sabores de frutos (medronho, bolota, marmelo, frutos vermelhos, limão e muitos mais, plantas (poejo, eucalipto) e produtos como o mel, especiarias e o chocolate.
A confecção de licores é uma antiga tradição assente na sabedoria do produtor e na excelência do produto utilizado.
CHOCOLATE:
O cacau originalmente importado da América Central por Espanha, na época dos descobrimentos, depressa conquistou a Europa e o mundo. Localmente, a fábrica de chocolates de Odemira faz as delícias com sabores distintos e elegantes, diferentes texturas.
ALCÔNCORAS
Estes são os bolos mais emblemáticos e tradicionais do conselho de Odemira.
De receita centenária, as alcôncoras são produzidas à base de mel e azeite e associadas a uma tradição antiga do baixo alentejo, sendo confeccionadas em épocas festivas e também para os Mastros de Promessas e Mastros dos Santos Populares, onde eram penduradas no topo juntamente com decorações em papel. No final da festa as alcôncoras eram repartidas entre os presentes .

BATATA DOCE:


Um dos produtos de grande produção no litoral alentejano, com diversas utilizações culinárias, sendo usada em diversas receitas da doçaria tradicional, como acompanhamento de refeições, sopas e refogados. As versões mais consumidas talvez sejam mesmo a batata doce frita ou assada no forno.
A batata doce lira é a variedade, tradicionalmente, cultivada em Odemira, sendo, atualmente, também utilizada a variedade roxa.
PÃO:
O pão símbolo do Alentejo, quer pelos aspectos gastronómicos quer pela sua ligação cultural e patrimonial às suas gentes.
O pão alentejano caracteriza-se pela sua acidez natural, pela côdea firme e crocante e pelo miolo macio, que resultam de um processo longo de fermentação natural e cozedura em forno a lenha.
Constitui alimento por si só, como também é protagonista em diversas iguarias gastronómicas, sejam doces ou salgadas.

OSTRAS:
São criadas no rio Mira, entre Vila Nova de Milfontes e Odemira, e comercializadas como produto gourmet.
Atualmente o rio Mira é o único em Portugal que dispõe de água com uma qualidade e temperatura ideal para a produção (Viveiros do Rio Mira) da ostra portuguesa, não só de excelente qualidade , como diferenciada a nível de sabor.

COMPOTAS
Confeccionadas de modo artesanal, utilizando frutas frescas e da época, e aromatizadas com medronho, ervas aromáticas ou especiarias resultam em surpreendentes sabores, dos mais ousados aos tradicionais.

ERVAS AROMÁTICAS:
As ervar aromáticas florescem espontaneamente em toda a região, sendo reconhecidas desde tempos remotos, pelas suas propriedades medicinais e aromáticas.
Poejo, hortelã, alecrim, tomilho, rosmaninho, funcho e oréganos são as mais fáceis de encontrar e são, geralmente, utilizadas para infusões e temperos.
O paladar que proporcionam confere um toque especial à gastronomia regional e um elemento fundamental representativo da cultura local.
SABONETES
Produzidos artesanalmente pela técnica de saponificação a frio, um processo que preserva os benefícios dos óleos e plantas, com uma receita base comum, composta por óleos vegetais nobres, apresentam propriedades altamente hidratantes e desinfetantes.
Nas suas variantes, além de argilas e aromas, podemos encontrar a presença de produtos locais, como o medronho.

