A presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria da Dores Meira, espera que o acesso à praia da Figueirinha, na Arrábida, seja aberto até ao início da época balnear.
“já esteve no local uma empresa para fazer um estudo e um projeto de arquitetura, mas detetaram que a estrada está muito oca por baixo, e portanto, a intervenção que poderia demorar um ou dois meses, poderá ir de quatro a cinco meses”, disse Maria das Dores Meira, adiantando que até à época balnear a estrada poderá estar meia fechada”.
“Estamos muito preocupados com a época balnear, mas acima de tudo com o acesso ao Hospital do Outão”, disse ainda a autarca.
Manutenção de estradas, reparação de danos em edifícios públicos e a estabilização de taludes, incluindo as arribas da Arrábida, são algumas das intervenções necessárias no concelho de Setúbal.
Os prejuízos provocados pelo mau tempo, que afetou vias rodoviárias e colocou em risco de derrocada diversas zonas de taludes no concelho de Setúbal, “já totalizam 50 milhões de euros”, revelou a presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira.
A autarca comunicou a estimativa dos prejuízos no concelho de Setúbal durante a reunião do Conselho Metropolitano de Lisboa, realizada a 26 de fevereiro, em Loures. O encontro do órgão deliberativo que junta os presidentes dos 18 municípios que constituem a Área Metropolitana de Lisboa, com a presença do ministro das Infraestruturas e Habitação, avaliou os danos resultantes das tempestades que afetaram Portugal e discutiu formas de reparação e de prevenir futuros eventos.
Na reunião, o ministro Miguel Pinto Luz deu a conhecer o programa PTRR – Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência, anunciado pelo Governo para fazer face à recuperação dos danos resultantes das sucessivas intempéries que afetaram o território nacional e aumentar a resiliência do país.
A manutenção de estradas em terra batida e asfalto, reparação de danos em edifícios públicos e a estabilização de taludes, incluindo a zona sobre o Parque Urbano de Albarquel e as arribas da Arrábida, são algumas das intervenções necessárias no concelho, na sequência das sucessivas tempestades que o país enfrentou desde o final do janeiro.
Ainda de acordo com a Câmara Municipal de Setúbal, é também necessário repor as malhas de retenção de pedras nas arribas da Arrábida e de passagens hidráulicas em linhas de água que estão a afetar diversas estradas do concelho.
Nas contas do município aos prejuízos provocados pelo mau tempo estão também as infiltrações de água e os danos na cobertura de diversos edifícios do movimento associativo do concelho de Setúbal.
Recorde-se que pelo menos 18 pessoas morreram em Portugal entre janeiro e fevereiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
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