Desporto

Presidente da assembleia-geral do Vitória recusa reunião extraordinária pedida pelo Movimento Pró-Vitória mas promete assembleia para 8 de novembro

O presidente da Mesa da Assembleia Geral do Vitória Futebol Clube (PMAG), David Mestre Leonardo, rejeitou o pedido de uma reunião extraordinária pedida pelo Movimento Pró-Vitória para debater o futuro do clube, entregue a 13 de setembro. Em causa está a validade de parte das 138 assinaturas entregues.

David Mestre Leonardo refere, em comunicado de 10 de outubro que “uma vez aferida a regularidade do pedido, constatou-se que nem todas as assinaturas puderam ser validadas, na medida em que nem todos os subscritores eram sócios efetivos (uma das pessoas nem sequer é sócio do VFC) nem todos se encontravam no pleno gozo dos seus direitos (em virtude de quotização em atraso)”.

“O pedido não pôde ser atendido, mas como, aliás, havia sido já transmitido pelo PMAG aos representantes do referido movimento, mesmo sem o requerimento se mostrar válido, a Mesa da Assembleia-Geral (MAG) decidiu incluir na Ordem de Trabalhos da AG que já pretendia convocar, os pontos que tais associados pretendem ver discutidos”. Tudo indica que a reunião terá lugar em novembro.

O PMAG refere ainda que “o momento que o Vitória Futebol Clube atravessa impõe que seja agendada uma Assembleia Geral Extraordinária, para apresentação dos cabais esclarecimentos aos sócios, sobretudo no que respeita ao Processo de Insolvência e ao Plano de Recuperação (PIRE) que, como é sabido, ainda não foi votado por todos os credores”, prevendo-se que seja a partir de 14 de outubro.

“Para que possam ser discutidas as questões que se mostram prementes e prestados esclarecimentos na sua plenitude e com a abrangência que se exige, facilmente se conclui que o momento não é ainda o oportuno, até porque se mostra necessário obter informações adicionais e estabelecer consensos com parceiros, tanto privados como públicos, a par de uma panóplia de atos que só poderão ser definidos e praticados após a votação do PIRE”, adianta o comunicado.

“Esta circunstância faz com que a assembleia apenas se possa vir a realizar numa altura em que os sócios deveriam ser chamados para, em Assembleia Geral Comum (Ordinária) discutir e votar o relatório de gestão e contas do exercício findo e os competentes relatório e o parecer do Conselho Fiscal e Disciplinar (que, de acordo com a alínea b) do artigo 33.º dos estatutos, se deveria realizar até ao dia 31 de outubro de 2024)”, frisa o responsável, sublinhando que “toda a conjetura tem dificultado o trabalho da direção do Clube, que não estará em condições de fechar as contas do exercício atempadamente, motivo pelo qual solicitou – e a Mesa da Assembleia Geral, reconhecendo a bondade do pedido, aceitou – que tal reunião magna ocorra, excecionalmente, em momento posterior ao estatuariamente previsto”.

“Por outro lado, nos termos da alínea a) do mesmo artigo, durante o mês de novembro de cada ano, os sócios devem ser chamados para discutir e aprovar o orçamento de receitas e despesas elaborado pela direção”, refere aina o comunicado, acrescentando que “por uma questão de simplificação de procedimentos e redução de custos, optou a MAG (à semelhança do que tem vindo a fazer nos últimos anos) para convocar a Assembleia Geral para reunir de forma cumulativamente ordinária (discutindo os referidos pontos) e extraordinária (debruçando-se sobre os temas relacionados com o momento que agora atravessamos), previsivelmente no dia 8 de Novembro de 2024, sem prejuízo de eventuais sessões de esclarecimentos que, se se justificarem, não deixarão de ser promovidas”.

O Movimento Pró-Vitória lamenta o presidente da Mesa da Assembleia Geral tenha considerado “como válidas somente 96 assinaturas, tendo ignorado 16 assinaturas de associados com a quota de julho paga, o que vai contra os estatutos do Vitória Futebol Clube”.

“Face ao desrespeito mostrado pelos sócios que subscreveram o pedido de Assembleia Geral Extraordinária, vamos propor a votação de uma moção de desconfiança quer à atual direção bem como ao presidente da Mesa da Assembleia Geral, por esta e outras razões que fundamentaremos no dia 8 de novembro na Assembleia Geral Ordinária anunciada hoje pelo Presidente da Mesa da Assembleia Geral”, adverte.

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