A Política de Ciência Aberta (PCA) do Instituto Politécnico de Setúbal (IPS), um documento orientador das boas práticas a adotar pela comunidade académica no sentido de facilitar e ampliar o acesso ao conhecimento científico produzido pela instituição em benefício da sociedade, entrou em vigor a 13 de fevereiro.
O conjunto de recomendações, fixadas em despacho da Presidente, assenta nos princípios da transparência (da metodologia à comunicação), acesso público (de publicações e dados), e colaboração científica (com recurso a ferramentas baseadas na web), traduzindo o alinhamento do IPS com documentos orientadores da Comissão Europeia, UNESCO e Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, em matéria de Ciência Aberta.
A implementar ao longo dos próximos quatro anos, a Política de Ciência Aberta do IPS tem entre os seus objetivos fomentar a publicação de ficheiros de dados com o respetivo artigo científico; a utilização de software livre no desenvolvimento dos projetos de investigação; a publicação de resultados em acesso aberto em revistas ou outras publicações indexadas às maiores bases de dados mundiais de artigos científicos; a utilização de plataformas colaborativas online; e a disponibilização de materiais de ensino e aprendizagem, em acesso aberto, através de plataformas e-learning.
O documento incentiva ainda o envolvimento do público não-académico no processo de investigação científica, bem como uma relação mais estreita entre os investigadores do IPS e a comunidade externa, através da adoção de boas práticas de Ciência Cidadã e de Comunicação de Ciência.
Segundo a presidente do IPS, Ângela Lemos, trata-se de um documento que “pretende, acima de tudo democratizar o acesso ao conhecimento e aos seus modos de produção no contexto da formação académica”, cujas linhas orientadoras “reconhecem e valorizam a partilha do conhecimento científico com o intuito de impulsionar o desenvolvimento da sociedade”.
Mais do que a disponibilização, em acesso aberto, de dados e publicações científicas, o conceito de Ciência Aberta tem vindo afirmar-se mundialmente como um novo modelo de fazer ciência, assente na partilha do conhecimento entre a comunidade científica, as empresas e a sociedade em geral. Daqui resultam mais cooperação e reutilização de dados, um avanço mais rápido do conhecimento científico e um aumento do impacto social e económico da ciência.
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