Pedro Dominguinhos, presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), sublinhou, a 6 de dezembro, no Politécnico de Setúbal (IPS) o papel das Instituições de Ensino Superior na implementação deste grande pacote de fundos europeus, nomeadamente no que respeita à “medição dos seus impactos, em matéria de sustentabilidade e noutras”.
O antigo presidente do IPS foi o protagonista da última sessão da I Conferência Internacional sobre Resiliência e Regiões Sustentáveis, um encontro de dois dias que reuniu participantes de mais de 10 países, entre académicos, profissionais e outros intervenientes neste campo do saber, que cruza várias áreas disciplinares.
“O grande desafio neste momento, para além da concretização destes investimentos, é a medição do seu impacto, em várias componentes, entre elas os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Sem dados não conseguimos ter conhecimento e por isso precisamos que a academia ‘entre’ no PRR para estudar o que está a ser concretizado no âmbito deste investimento, que é particularmente sensível”, concretizou o responsável, acrescentando também o “papel central do Ensino Superior em vários programas do PRR, sobretudo aqueles mais ligados à formação, às competências digitais e à inovação, com um objetivo particularmente importante, que é a promoção de uma maior ligação às empresas”.
Pedro Dominguinhos, que abordou a “Contribuição do PRR para os ODS”, foi um dos três oradores principais desta I Conferência Internacional sobre Resiliência e Regiões Sustentáveis, além de Hannes Raffaseder, presidente da St. Pölten University of Applied Sciences (Áustria) e coordenador da Aliança Universitária Europeia E³UDRES², e de Antje Disterheft, investigadora do CENSE – Center for Environmental and Sustainability Research, da Universidade Nova de Lisboa, que refletiram sobre sustentabilidade e resiliência nas perspetivas comunitária (regiões) e individual.
A conferência, organizada pelo IPS, sob coordenação dos docentes Teresa Costa e Nelson Carriço, em parceria com várias instituições nacionais e internacionais, nomeadamente da Aliança Universitária Europeia E³UDRES² e Internacional Business Week, pretendeu explorar os pontos de ligação entre gestão, tecnologia e engenharia, constituindo um fórum de reflexão, discussão e partilha sobre os avanços e tendências que se registam nos vários domínios científicos que contribuem para a resiliência e sustentabilidade das regiões.
Ao longo dos dois dias de apresentações e discussão, foram abordados temas como economia resiliente, governança, branding, soluções de engenharia, desenvolvimento regional, financiamento, educação e turismo.
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