Paula Pereira, de Setúbal, criou o projecto “Eco Beatas” que foi apresentado recentemente no largo do Carmo, na cidade sadina. O projecto consiste na criação de um dispositivo, onde é possível aos fumadores colocarem as beatas em vez de as deixarem no chão.
“As beatas também são lixo e a cada minuto, cerca de 6.945 beatas vão parar ao chão em Portugal”, refere Paula Pereira.
“São vendidos mil milhões de cigarros por mês em Portugal. Assumindo que 30% das beatas destes cigarros vão parar ao chão significa que, por minuto, 6.945 beatas são atiradas para as ruas portuguesas”, salienta a autora do projecto.
“As beatas de cigarro não são biodegradáveis ao contrário do senso comum, a sua decomposição não tem tempo limite e nunca se degradam na totalidade. As micropartículas, assim como os metais pesados, entram num ciclo que afecta todo o ecossistema: terra, mar, ar, animais, seres humanos, comida, agua”, disse.
Para Paula Pereira é “necessário reciclar este resíduo para o bem do planeta. Actualmente, as beatas podem ser convertidas em plástico, pasta de papel, malha energética ou podem ser incineradas”.
“Esta iniciativa vem ao encontro da necessidade de sensibilizar e educar as pessoas para de uma vez por todas deixarem de deitar as beatas para o chão”, acrescenta.
A Iniciativa conta com o apoio do “Menta Fresca” que disponibilizou o local para a implementação do projecto. Paula Pereira agradece a ajuda de João Inácio, Francisco Garrido, Ana Luísa Barros, Trindade, José Massano e Cityprint que possibilitaram a concretização deste projecto.
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