O presidente da Confederação Portuguesa de Voluntariado (CVP), Eugénio Fonseca, que também assumiu a direção da Cáritas Portuguesa e da Cáritas Diocesana de Setúbal, durante vários anos, faleceu aos 69 anos, vítima de paragem cardiorespiratória. Era casado e tinha dois filhos.
Eugénio Fonseca foi auxiliado, após alegadamente ter entrado em paragem cardiorrespiratória enquanto se encontrava a banhos da praia da Figueirinha, na Arrábida, desconhecendo-se as causas que estão na origem da ocorrência.
Segundo a Autoridade Marítima Nacional, na sequência de um alerta recebido pelas 9h58, através do nadador-salvador de serviço na praia, a informar para uma pessoa em paragem cardiorrespiratória, foram ativados elementos do Comando Local da Polícia Marítima de Setúbal, do Projeto “SeaWatch”, dos Bombeiros Voluntários de Setúbal e do INEM.
À chegada ao local, constatou-se que a vítima já tinha sido retirada da água, tendo sido iniciadas de imediato manobras de reanimação, pelos nadadores-salvadores, em colaboração com os elementos do Projeto “SeaWatch” e do INEM. Eugénio Fonseca, foi posteriormente transportado pelos bombeiros para o Hospital de Setúbal, onde veio a ser efetuado o auto de verificação do óbito.
“Foi com profunda consternação que o cardeal D. Américo Aguiar, bispo de Setúbal, recebeu a notícia do falecimento do professor Eugénio Fonseca, antigo presidente da Cáritas Portuguesa e da Cáritas Diocesana de Setúbal”, afirma o bispo numa publicação nas redes sociais.
Na nota episcopal, a Diocese de Setúbal “recorda, com profunda gratidão, a vida e o testemunho” do responsável, “particularmente a sua dedicação incansável aos mais pobres, frágeis e esquecidos”.
Eugénio Fonseca exerceu a presidência da direção da Cáritas Diocesana de Setúbal durante entre 1987 e 2016. Em 1999, foi nomeado, pela Conferência Episcopal Portuguesa, presidente do organismo a nível nacional, mantendo-se no cargo durante mais de duas décadas, até 2020.
“O seu percurso ficou indelevelmente marcado pelo serviço à Igreja e pela promoção de uma verdadeira cultura de solidariedade, proximidade e dignidade humana, vivida de modo muito especial através da missão da Cáritas”, refere ainda a nota.
O bispo de Setúbal recorda que Eugénio Fonseca “tinha assumido a responsabilidade de presidir à Fundação D. Manuel Martins, dando continuidade, também através desta missão, ao seu compromisso com uma Igreja próxima das pessoas e particularmente atenta aos mais vulneráveis”.
A nota explica que o presidente da CVP “encontrava-se empenhado na preparação das comemorações do centenário do nascimento de D. Manuel Martins, primeiro bispo de Setúbal, efeméride que assumira com entusiasmo, dedicação e profundo sentido de missão, contribuindo para preservar e dar a conhecer o legado humano, pastoral e social de uma figura tão marcante da Igreja de Setúbal e da sociedade portuguesa”.
“Neste momento de dor e de saudade, o cardeal D. Américo Aguiar, em seu nome pessoal e em nome de toda a Diocese de Setúbal, manifesta a sua profunda solidariedade e proximidade à família e aos amigos do professor Eugénio Fonseca, bem como às comunidades da Cáritas Portuguesa e da Cáritas Diocesana de Setúbal, à Fundação D. Manuel Martins e a todos quantos com ele partilharam tantos anos de amizade, compromisso e serviço”, refere ainda a nota.
Nascido em 1957, Eugénio Fonseca era natural de Setúbal e licenciado em Ciências Religiosas pela Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa.
De salientar que no passado dia 13 de março, o bispo de Setúbal entregou a Eugénio Fonseca (1957-2026) a condecoração que lhe foi atribuída pelo Papa Leão XIV.
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