A Câmara Municipal do Montijo, liderada pela socialista Maria Clara Silva, vai entregar a Medalha de Ouro do Concelho à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Canha, no dia 15 de agosto, às 17h00, na Sala da Assembleia – Galeria Municipal, no âmbito das comemorações do 40.º aniversário da elevação do Montijo a cidade.
Fundada a 8 de abril de 1983, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Canha tem como missão “a proteção e socorro de pessoas e bens nas freguesias de Canha e da União de Freguesias de Pegões”. Ao longo de mais de quatro décadas de dedicação e resiliência, a instituição construiu “um percurso marcado pela competência, entrega à causa pública e profundo envolvimento com a comunidade local”.
Sob o comando do Comandante Urbano Emídio desde 1995, o corpo de bombeiros consolidou a sua capacidade de resposta operacional, contando atualmente com 79 elementos, e granjeou prestígio a nível nacional e internacional, estando presente nas mais diversas missões de socorro.
Segundo a autarquia, para “além do socorro e emergência, os Bombeiros Voluntários de Canha têm desempenhado um papel ativo na vida cultural e desportiva do concelho, colaborando incansavelmente com a população”.
Com este gesto, o município do Montijo presta “uma justa e merecida homenagem a uma instituição que é motivo de orgulho para todos os montijenses”.
De referir que na mesma reunião pública de 23 de julho, um vereador da oposição votou contra atribuição da Medalha do Concelho do Montijo ao professor Francisco Santos, gerando uma onda de indignação na sociedade civil e política local. De salientar que o regulamento determina que os nomes terão de ser aprovados por unanimidade, em voto secreto (em urna), pelo que não é possível apurar o nome do vereador que votou contra, se foi do PSD ou da CDU.
O PS Montijo lamenta “profundamente” a decisão de um vereador da oposição, a quem, acusa de “porventura, não soube colocar de parte as questões políticas e reconhecer o mérito mais que justo da homenagem que devia ter sido prestada a um homem que dedicou a sua vida ao Montijo e aos montijenses”.
Já Ilídio Massacote, vereador do PSD, considera que “votar contra a atribuição da Medalha de Ouro da Cidade ao Professor Francisco Santos não é apenas recusar uma homenagem, é virar as costas à memória, à cultura, à educação e ao humanismo que este homem semeou ao longo de décadas no Montijo. “O voto contra esta distinção revela mais do que uma diferença de opinião. Revela uma cegueira política perigosa, uma forma de estar na vida pública desprovida de sentido de comunidade, de gratidão e de memória. É a política feita de calculismo frio, de birras ideológicas, de combates mesquinhos onde não devia haver trincheiras”, adianta o autarca.
Francisco Santos foi professor e presidente do Conselho Diretivo da Escola Secundária do Montijo (atual Escola Secundária Jorge Peixinho) e depois na política, desempenhou os cargos de presidente da então Junta de Freguesia do Montijo e de vereador da Câmara Municipal do Montijo. Atualmente é o reitor da Universidade Sénior do Montijo.
As celebrações do Dia da Cidade do Montijo encerra no dia 16 de julho, às 21h30, com um concerto de Ana Moura, no Parque Municipal.
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