A Câmara Municipal de Odemira lançou a marca “D’Odemira”, cujo slogan é “D’Onde?D’Odemira é natural”, integrada no Plano de Valorização dos Produtos Locais, a 16 de julho, na 34.ª edição da FACECO. A apresentação da marca contou com a presença do vice-presidente, Ricardo Cardoso, o consultor do plano João Tiago Carapau e o responsável pela agência da comunicação, Vasco Ferraz.
Os produtos agroflorestais, as carnes e enchidos, a doçaria e panificação, o pescado e marisco, produtos de cosmética, lacticínios, o artesanato, a azeitona e azeites e os produtos hortofrutícolas, são alguns dos produtos locais que integram esta marca coletiva de Odemira para promove-los junto dos consumidores nacionais e internacionais.
Ricardo Cardoso, vice-presidente da Câmara Municipal de Odemira, disse que “em vez de promover produtos e produtores individualmente queremos poder promovê-los de forma articulada com uma marca que pretende acrescentar valor aos produtos de Odemira”, sublinhando que “vimos a trabalhar nos últimos anos na valorização das cadeias, no aumento do número de produtores e sentimos que o grau de maturidade foi atingido para que possamos aspirar a ter uma marca que seja de Odemira, e é isso que apresentámos aqui hoje, e queremos que os compradores possam valorizar esta marca e que seja distintiva”.
O autarca explicou que “estamos ainda numa fase inicial” com a apresentação da marca coletiva, mas “o caminho ainda é longo” e pretende-se aproveitar fundos comunitários para a internacionalização, sempre em contacto com os produtores porque são eles a mais valia”. “Queremos ter embalagens, selos de qualidade e campanhas publicitárias com esta marca” quer a nível interno quer exterior.
Ricardo Cardoso destacou o desenvolvimento de projetos de desenvolvimento de produtos locais como o medronho, anunciando que vai ser inaugurado brevemente o Centro Interpretativo em Saboia, da Rede de Destilarias com intervenção na Destilaria Comunitária Luzianes-Gare, construir uma nova destilaria comunitária em Boavista e melhorar a destalaria coletiva existente no recinto da FACECO, em São Teotónio; do mel, onde estamos a trabalhar no Centro de Embalamento; na carne, o Centro de Valorização da Paisagem Rural em Corte Sevilha, que será objeto de uma candidatura a fundos comunitários, implementação de nova sala de desmanche e embalamento em parceria com o matadouro municipal e também o projeto de caça maior com o Clube Português de Monteiros; o regresso do Festival do Polvo na Zambujeira do Mar; da candidatura para construção de uma depuradora de ostras em Vila Nova de Milfontes provenientes do rio Mira.
Já o presidente da Câmara de Odemira, Hélder Guerreiro, frisou que a criação da marca do “D’Odemira”, tem como objetivo valorizar os produtos que são feitos no concelho. “Hoje apresentamos também esta imagem corporativa do que é de Odemira. Esta primeira mostra pretende de alguma forma densificar, e valorizar todo o conjunto de fileiras de produtos muito diversificados que existem no território”.
“É um investimento que já estamos, mas que queremos densificar cada vez mais, e acreditamos, e muito, na capacidade de produzir a partir daquilo que são os nossos recursos locais”, disse ainda o autarca, acrescentando que “acreditamos que estes produtos e estes recursos são uma das especialidades de geração de emprego e geração de riqueza no nosso concelho e, portanto, acreditamos que promover conhecimento e promover estes produtos de forma diferenciada pode ser o futuro do nosso concelho também”.
Em relação à proposta de reabilitação do mercado municipal de Odemira feita pelo consultor do plano para ser um espaço de promoção dos produtos locais, Ricardo Cardoso confessou que “está nos planos da autarquia desenvolver o projeto”, mas no concelho existem outros mercados como em Vila Nova de Milfontes, Colos, São Luís, Zambujeira do Mar, São Teotónio, e todos eles “podem ajudar na valorização destes produtos e desta marca”.
No caso concreto do mercado de Odemira, “o mercado tem uma grande dimensão, o investimento é muito avultado e estamos a desenvolver esse projeto de reabilitação e expectantes relativamente a uma oportunidade de investimento”. “Felizmente, fomos indicados como projeto piloto para um projeto da CIMAC – Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central, que realmente pretende financiar a valorização e a reabilitação dos mercados através de fundos do BEI – Banco Europeu de Investimentos e estamos a trabalhar com uma equipa de consultores para verificar a oportunidade de financiamento que poderá surgir daí”.
João Tiago Carapau salientou que para a elaboração deste plano que deverá estar concluído em setembro foram auscultados 37 produtores que representam 11, entre as quais 9 fileiras agroalimentares e duas não alimentares. “São uma pequena amostra, bastante significativa no concelho, que demonstraram um volume de vendas na ordem dos 160 milhões de euros”, disse o responsável, sendo “eles a força do território”.
Falta ainda a fase seguinte com a identificação dos circuitos comerciais para escoar estes produtos com o mapeamento do comércio fora e dentro do território. O responsável deixou algumas ideias como a reabilitação do Mercado Municipal de Odemira para ser uma grande montra dos produtos locais, onde podem ser adquiridos pelas pessoas que aqui vivem e os turistas. Também os postos de turismo podem ter uma mostra dos produtos locais. É preciso também trabalhar com a restauração para trabalhar estes produtos.
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