A Assembleia Geral de Acionistas da Lisnave aprovou o Relatório de Gestão e Contas referente ao ano passado, revelando “um desempenho notável da empresa líder na Reparação Naval”, sita na mitrena, em Setúbal.
Segundo a empresa, “em 2024, a Lisnave alcançou um volume de vendas de 120,8 milhões de euros, com um resultado líquido de 6,4 milhões de euros”, sublinhando que “como reconhecimento do empenho dos seus trabalhadores, o grupo de empresas do universo Lisnave decidiu, mais uma vez, conceder uma Gratificação Universal de Balanço num montante total superior a 1,7 milhões de euros”.
“Paralelamente ao decréscimo da procura de reparação naval em 2024, face a 2023, um elevado número de projetos teve de ser recusado devido às obras de reabilitação do estaleiro, incluindo docas, cais, oficinas e equipamentos. Não obstante estas limitações, a LISNAVE obteve resultados muito satisfatórios, representativos da solidez e bom desempenho da empresa, que conta com 64 anos de história”, conclui a empresa.
A Lisnave – Estaleiros Navais S.A. é uma das empresas líderes globais na Reparação Naval, possuindo uma diversidade de docas e cais, incluindo três docas Panamax e três docas de grande porte até VLCC (Very Large Crude Carriers). Esta variedade permite flexibilidade na acomodação simultânea de vários navios de grandes dimensões.
Localizada em Setúbal, é um importante centro de know-how técnico, contando com um grande número de colaboradores especializados e qualificados. Desde a sua fundação, reparou alguns dos maiores navios do mundo, adaptando-se à dinâmica do mercado e diversificando os tipos e dimensões de navios reparados.
Com cerca de 500 trabalhadores próprios e uma força laboral média total superior a 2.000 pessoas, a Lisnave possui 6 docas secas, 9 cais de acostagem e 19 guindastes, além de um pórtico com capacidade de elevação de 500 toneladas. O seu volume de negócios anual médio varia entre 100 e 120 milhões de euros, sendo aproximadamente 95% provenientes de exportação. A estrutura acionista é composta por 77,03% de privados nacionais, 20% de privados europeus e 2,97% do Estado Português, representado no Conselho de Administração e no Conselho Fiscal.

