Os navios reparados foram originários de 58 clientes localizados em 22 países, sendo os mercados de maior significado, em termos de número de navios reparados, a Grécia com 13 navios, seguindo-se a Noruega com 9 navios e a Alemanha com 9 navios.
Dada a globalização do mercado da Lisnave, confirmando uma tendência constante nos últimos anos, o elevado número de reparações com origem em clientes fiéis durante o ano de 2018 reflecte “o reconhecimento do trabalho de qualidade desenvolvido pela Lisnave, no estaleiro da Mitrena, em Setúbal”, refere a empresa em comunicado.
A Lisnave refere ainda que o “ano de 2018 confirmou a tendência de recuperação do número de navios reparados verificado em 2017 face ao ano atípico de 2016, com um aumento de cerca de 10% do número de unidades reparadas”. Esta situação é “a consequência da continuada redução das taxas de frete do mercado de petroleiros, principal mercado da Lisnave com cerca de 51% dos navios reparados, o segmento das reparações de rotina, voltou a sofrer em termos globais, uma ligeira redução de conteúdo de trabalho médio por reparação”, adianta.
“Durante o ano de 2018, a Lisnave continuou bastante activa na instalação de novos sistemas de tratamento de lastro tendo completado a instalação do décimo quinto sistema, em navios de Armadores da Noruega, Japão, Bélgica e Chipre”, refere ainda.
Como nos anos anteriores, a actividade da Lisnave centrou-se nos seus segmentos de mercado tradicionais – navios de transporte de granéis líquidos e sólidos – constituindo estes, em número, cerca de 60% da actividade, sendo de realçar a penetração noutros segmentos de mercado, tais como o de navios porta-contentores com 18% dos navios reparados. Navios especializados como dragas e embarcações de offshore (DP crane vessel e FF pipe vessel) foram igualmente docados durante 2018. Também foi relevante no decurso do ano transacto o aumento de navios de passageiros reparados nas instalações da Mitrena.
Embora, a pressão sobre os preços das reparações continue a fazer-se sentir com o continuado aumento da actividade em países com custos de produção significativamente inferiores aos da Lisnave, espera-se que “este aumento de actividade, dadas as suas características e a necessidade de reduzir ao máximo os tempos de imobilização dos navios, venha a ter repercussões positivas nos estaleiros de maior qualificação técnica na Europa durante o ano de 2019”.
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