Gonçalo Naves, candidato à presidência do município de Sines nas próximas eleições autárquicas, pelo movimento independente “MAIS”, considera que Sines está em “estado de completo abandono e degradação. O candidato defende “uma gestão de proximidade” e define quatro eixos prioritários do projeto como a habitação, o espaço público, o desenvolvimento económico e a proximidade e confiança com os sineenses e com os trabalhadores da câmara municipal. Gonçalo Naves faz um balanço “extremamente negativo” da gestão socialista do município.
Florindo Cardoso
Setúbal Mais – Quais as razões de avançar com candidatura?
Gonçalo Naves – Numa palavra, avançamos com a candidatura porque não aceitamos o estado de completo abandono e degradação em que Sines se encontra. Temos uma certeza profunda de que podemos fazer melhor do que o executivo PS tem feito desde 2013. Conseguimos juntar uma equipa competente, um misto de pessoas com e sem experiência autárquica, mas todas elas com provas dadas no setor público, privado e no mundo associativo. Temos muita vontade de trabalhar e de nos entregarmos de corpo e alma a esta missão nobre e desafiadora, que é governar Sines. Acreditamos que o povo de Sines vai escolher o MAIS. Sines precisa de futuro.
Setúbal Mais – Quais os principais projetos que defende para Sines?
Gonçalo Naves – Defendemos uma gestão de proximidade, virada para a resolução dos principais problemas que afetam o dia-a-dia dos munícipes. Os quatro eixos definidores do nosso projeto político são a habitação, o espaço público, o desenvolvimento económico e a proximidade e confiança com os sineenses e com os trabalhadores da câmara municipal. Apesar de ainda estarmos a alguma distância da campanha eleitoral, já apresentámos várias medidas para melhorar esta relação de proximidade entre a Câmara Municipal de Sines e os munícipes, que está profundamente ferida. Começámos, também, a apresentação de medidas relativas ao espaço público, depois iremos para a importante questão da habitação e naturalmente para todas as outras dimensões da gestão autárquica. Posso adiantar, já, uma medida que ainda não divulgámos oficialmente: defendemos a criação de um verdadeiro parque urbano para Sines, onde as famílias se possam encontrar e passar momentos agradáveis, numa relação saudável e construtiva com o espaço público. Inexplicavelmente, não temos esta infraestrutura em Sines. Nas próximas semanas vamos apresentar várias propostas concretas e exequíveis.
Setúbal Mais – Qual o balanço que faz dos últimos anos de gestão do PS?
Gonçalo Naves – Um balanço extremamente negativo. O executivo PS falhou no que é mais importante para a população. Falhou no espaço público, nas empreitadas de obras municipais, na habitação. Falhou com os moradores dos núcleos rurais, que devido ao estado dos acessos se encontram isolados. Foi uma gestão feita de costas voltadas com os sineenses, e a população sente isso. É urgente voltar a dignificar Sines e olhar para o dia-a-dia dos sineenses, que encontram inúmeros problemas na sua relação com a terra que amam. Independentemente das justificações que o executivo possa apontar, é inaceitável que o espaço público (arruamentos, passeios, espaços verdes, sinalização, estacionamento, empreitadas, etc) esteja hoje, em 2025, pior do que estava há 20 anos. É inaceitável que o executivo PS não tenha envolvido a câmara municipal na criação de uma única habitação pública. É inacreditável que existam inúmeros munícipes com pedidos de atendimento com membros do executivo a que simplesmente não é dada resposta durante anos. Tem sido, portanto, no mais básico e importante que o executivo falhou. E é naturalmente aqui que nós queremos agir e fazer a diferença.
Setúbal Mais – Qual a mensagem que quer deixar à população de Sines?
Gonçalo Naves – Por agora, pedimos que continuem atentos ao MAIS e ao trabalho que vamos desempenhar nos próximos meses. Temos um projeto político sólido, com prioridades definidas e uma equipa preparada e com vontade de trabalhar. Acredito que a maioria dos sineenses esteja determinada a terminar com a gestão autárquica deste PS, que foi feita de costas voltadas com os sineenses. No MAIS encontram uma alternativa séria, trabalhadora e preparada. Repito, porque me parece importante: temos energia e muita vontade de trabalhar para voltarmos a dignificar a nossa terra. Não aceitamos este estado de coisas e sabemos que os sineenses também não.
Fundador do MAIS e vereador:
Gonçalo Naves quer conquistar Sines
Após ter sido um dos fundadores do Movimento MAIS e de ter sido eleito vereador na Câmara Municipal de Sines para o mandato 2021-2025, foi escolhido pelos seus pares como porta-voz do Movimento, em 2024. No início de 2025 foi escolhido, por unanimidade, para ser o candidato do Movimento Independente MAIS a presidente da Câmara Municipal de Sines.
Gonçalo Pimenta Naves é natural de Sines, onde fez o início do seu percurso escolar, que o levou, mais tarde, a licenciar-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, e mais tarde tirar a Pós-Graduação em Direito Público. É também mestre em Ciência Política e Relações Internacionais, pela FCSH – Universidade Nova de Lisboa. E, atualmente, doutorando em Economia Política no ISEG – Instituto Superior de Economia e Gestão.
Profissionalmente, o agora candidato pelo MAIS, faz parte dos quadros da Mercer, empresa do grupo norte-americano Marsh & McLennan, um dos líderes mundiais em corretagem de seguros e gestão de risco. Dedica-se, nesta empresa, ao segmento de fundos de pensões e de investimento no mercado dos EUA. Antes disso, prestou, na mesma empresa, serviços de consultoria na área dos fundos de pensões a várias empresas do mercado do Reino Unido.
É também autor do livro “é no peito a chuva”, publicado em 2017 pela editora sineense A das Artes. Foi orador convidado em dezenas de palestras e debates, nacionais e internacionais, entre as quais se destacam a presença no encontro literário Printemps Littéraire, na Bélgica (2018), e nas II Jornadas da Língua Portuguesa de Cabo Verde (2020), a convite do Instituto Camões I.P.
Foi presidente da direção da Associação Cultural devaneio e fundador e diretor da revista com o mesmo nome, publicação sineense de caráter cultural, que teve distribuição nacional. Foi, neste âmbito, um dos fundadores do programa “Por Linhas Enviesadas”, na Rádio Sines. Faz parte dos órgãos sociais de várias associações em Sines e na região, além de colaborar frequentemente com a Federação Portuguesa de Basquetebol, onde é cronista e comentador. Colabora, também, com outros órgãos de comunicação social regionais e nacionais, como o Setubalense ou o Observador.
Junta de Freguesia de Sines
Sérgio Cordeiro é o candidato
Sérgio Cordeiro é o candidato do Movimento Independente MAIS à presidência da Junta de Freguesia de Sines nas próximas eleições autárquicas. Com um percurso profissional e associativo fortemente ligado ao concelho, apresenta-se com o compromisso de trabalhar em prol da comunidade e próximo da população.
Natural de Sines e profundo conhecedor da realidade local, Sérgio Cordeiro tem um historial de dedicação ao serviço público. Durante 44 anos, desempenhou funções na Câmara Municipal de Sines, destacando-se como tesoureiro municipal e coordenador técnico no Centro de Artes de Sines. Paralelamente, esteve envolvido em diversas associações e iniciativas locais, nomeadamente nos Bombeiros Voluntários de Sines, onde integrou o quadro de honra após décadas de serviço.
“Sines merece uma liderança comprometida, que compreenda os desafios locais e que esteja disponível para trabalhar diariamente com a população. É com este espírito que me apresento como candidato à Junta de Freguesia de Sines e que me coloco à disposição para desenvolver um trabalho digno pela nossa freguesia, nas zonas rurais e no centro urbano”, afirma Sérgio Cordeiro.
O Movimento Independente MAIS reforça que esta candidatura pretende trazer uma nova dinâmica à Junta de Freguesia de Sines, baseada “na proximidade com os cidadãos e na valorização das potencialidades locais”.
Sérgio Cordeiro quer colocar a sua experiência e dedicação ao serviço da freguesia de Sines, reafirmando o seu “compromisso com a comunidade e com o desenvolvimento local”.
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