A estreia nacional do documentário “Deus por testemunha”, da norte-americana Lindsay Quinn Pitre, na Casa Episcopal de Setúbal, é um dos destaques da 5.ª edição do Cinema em Locais Inusitados e Temporários (CLIT), que decorrerá de 25 a 31 de julho na cidade sadina, Montemor-o-Novo e Palmela.
Este documentário, que aborda os abusos de menores por parte de padres católicos em Nova Orleães, nos Estados Unidos, teve a sua estreia mundial em junho, no festival de Raindance, em Londres, e a primeira exibição em Portugal será a 27 de julho, às 16h00, nos claustros da Casa Episcopal de Setúbal, junto à Igreja de São Sebastião. A entrada é livre e gratuita. A conversa após o visionamento contará com intervenções da realizadora e do produtor executivo Mike Brandner, estando a cargo da coordenadora do Grupo Vita, Rute Agulhas, a abordagem de casos similares em Portugal.
O festival tem início dois dias antes, às 21h30 de 25 de julho, no Convento de Jesus, com a exibição da curta “Meu pequeno sentinela”, de Lucas Marques, representada na cerimónia pela atriz principal, Marina Azze, e pelo produtor Lucas Maciel Belo. Segue-se o documentário “Incompatível com a vida”, de Eliza Capai, que aborda o tema da perda gestacional e da morte neonatal, contando a história da própria realizadora e descrevendo as experiências de seis outras mulheres brasileiras e dos seus companheiros. Pré-qualificada para os Óscares em 2023, esta película contribuiu para o convite que Eliza Capai recebeu para integrar a Academia de Hollywood.
No dia 27, o festival ruma a Montemor-o-Novo, onde o espaço AmorVil acolhe, pelas 21h30, o documentário “Agroecologia em movimento”, um olhar íntimo sobre o movimento que, de norte a sul de Portugal, está a revolucionar a forma de fazer agricultura e a relação entre quem produz e quem compra, criando comunidades em torno do alimento. Uma viagem a um Portugal de fronteira entre urbano e rural, extinção e regeneração, moderno e tradicional, centro e margem. A sessão conta com a presença de João Garrinhas, que assina a realização.
A 28 de julho, decorrerá o workshop “Documenting lives”, ministrado em inglês por John Alexander e JC Guest, que em 2023 venceram um Emmy de Melhor Documentário Histórico. Com um limite máximo de 15 participantes, o workshop vai ter lugar em Palmela, devendo as inscrições ser feitas para o e-mail Ldm@montedeletras.pt.
Nas tardes e noites seguintes, de 28 a 30 de julho, as sessões terão lugar em espaços indicados pelas forças políticas que concorrem às eleições autárquicas no concelho, sendo exibidos filmes de edições anteriores do festival com ligação às prioridades anunciadas pelas diferentes listas. Todos os visionamentos serão seguidos de conversas com elementos das candidaturas e com os realizadores das películas selecionadas, nos casos em que estes últimos possam estar presentes.
O encerramento do festival dá-se a 31 de julho, a partir das 19h30, com um sunset no rooftop da delegação de Setúbal da Fundação INATEL, que patrocina o evento através do seu programa ICD, seguido da projeção, no auditório desse mesmo edifício, pelas 21h00, da curta-metragem “La chambre”, de Latifa Saïd, e do premiado documentário “Little Satchmo”, de John Alexander, sobre a filha secreta de Louis Armstrong. Estarão presentes os produtores de cada uma das obras, bem como o realizador do documentário.
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