O vice-presidente da Câmara Municipal do Montijo, Ilídio Massacote, e vereador da Cultura, anunciou que a autarquia não realizar o Carnaval em 2026, na reunião publicada de 21 de janeiro.
Para Ilídio Massacote, trata-se de uma decisão assente em “critérios de responsabilidade, rigor e respeito pelo interesse público”, sublinhando que “não existe tempo útil para preparar o Carnaval com a qualidade, dignidade e dimensão que um evento desta natureza exige e que o Montijo merece”.
O autarca explicou que “uma realização apressada comprometeria a organização, a segurança, a qualidade artística e o impacto junto da comunidade”, acrescentando que “não se coaduna com os padrões de exigência que este executivo assume”.
O vice-presidente salienta que esta decisão resulta de uma opção clara por uma gestão rigorosa dos recursos públicos, lembrando que o município do Montijo enfrenta “problemas estruturais prioritários, nomeadamente nas áreas da educação, da higiene urbana, da manutenção das estradas e de outros serviços essenciais à qualidade de vida dos munícipes”. Perante este contexto, o autarca considera que “os recursos financeiros disponíveis devem ser aplicados de forma responsável e orientados para responder a essas necessidades concretas”.
O vice-presidente recordou que “no ano anterior, a realização do Carnaval representou um encargo de cerca de 191 mil euros para o erário público” e considerou que esse investimento “revelou uma falta de planeamento gritante”.
O autarca referiu que “ao cair uns pingos de chuva, os carros não puderam sair porque o risco para os figurantes e para o público não estava acautelado, quando o mais normal, em fevereiro, é chover em Portugal e no Montijo”, adiantando que “não foi reposto o corso no fim de semana seguinte, nem nos seguintes, e os carros ficaram ao ar livre, sujeitos às intempéries”. “Os 191 mil euros dos impostos dos montijenses foram deitados fora, sem razão”, concluiu.

