A Câmara Municipal de Alcácer do Sal aprovou, a 10 de dezembro, o orçamento de 52,5 milhões de euros para 2026, com os votos da maioria socialista e com a abstenção dos vereadores da CDU.
Para a autarquia, trata-se de “um documento de transição, que assume os compromissos herdados dos mandatos anteriores, mas avança já com projetos que são a marca de uma política mais próxima das pessoas, mais exigente na gestão dos recursos e mais focada no futuro”.
Trata-se de um orçamento em que “as despesas correntes absorvem 78 por cento da verba, restando apenas 22 por cento para investimento”, frisa o município, sublinhando que “estas limitações, aliás, foram destacadas pelos elementos do executivo permanente na reunião pública.
A presidente e os vereadores António Grilo e Mário Caixas também realçaram “o grave estado de degradação dos edifícios municipais, que obrigará à alocação de verbas para intervenções urgentes de manutenção, nomeadamente no edifício dos Paços do Concelho, Abegoaria e Pavilhão Municipal de Desportos, tudo espaços onde chove abundantemente, ao que acrescem operações de reabilitação previstas no Pavilhão Desportivo Municipal, no Parque de Campismo e nas piscinas municipais”.
“Assumimos com responsabilidade esses constrangimentos, porque respeitamos a continuidade institucional e porque acreditamos que o desenvolvimento sustentável do concelho exige rigor e estabilidade” e, portanto, este é um orçamento de compromisso, que “abre caminho para as transformações que iremos concretizar ao longo do mandato”, afirma a presidente da Câmara de Alcácer, Clarisse Campos, na nota de apresentação do orçamento municipal.
Entre os objetivos definidos para 2026, estão já “alguns introduzidos pelo novo executivo”, como os projetos de arquitetura e especialidades para a requalificação da rua Direita, do Mercado Municipal de Alcácer do Sal e zonas envolventes, para a reabilitação da Escola Básica Bernardim Ribeiro, do Parque Desportivo de Alcácer do Sal e do Parque de Feiras do Torrão. Outra novidade é o regresso da Feira Quinhentista, no Torrão.
“Ao longo do próximo ano, trabalharemos para rever processos, reavaliar investimentos e construir um modelo de governação mais participativo, eficiente e transparente”, afirma a edil, adiantando que “este é apenas o início do caminho!”.
O documento segue para a Assembleia Municipal de Alcácer para discussão e votação, que realiza-se no dia 18 de dezembro.
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