Setúbal

Arrábida recebe galardão de Reserva da Biosfera da UNESCO

A Arrábida acaba de ser escolhida como Reserva da Biosfera da UNESCO. A classificação atribuída a 27 de setembro pelo Conselho Coordenador Internacional do programa Man and the Biosphere, durante o 37.º Encontro deste organismo, que juntou mais de 100 países em Hangzhou, China.

A candidatura foi apresentada pela Associação de Municípios da Região de Setúbal, que coordenou o processo, pelas câmaras municipais de Palmela, Sesimbra e Setúbal e pelo Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas. 

Segundo a Associação de Municípios da Região de Setúbal (AMRS), com esta decisão, “a Arrábida passa a fazer parte de uma rede mundial de 785 Reservas da Biosfera onde se encontram áreas naturais como Galápagos, no Equador, Serengueti, na Tanzânia, Yellowstone, nos Estados Unidos ou, aqui mais perto, o Parque Donaña ou Canárias, em Espanha. A rede portuguesa passa agora a contar com 13 Reservas da Biosfera”.

A subcomissão da candidatura da Arrábida a Reserva da Biosfera da UNESCO

O Comité Consultivo acolheu favoravelmente a proposta de Portugal, reconhecendo que “apresenta uma paisagem diversificada caracterizada pela Serra da Arrábida e um rico ecossistema marinho”, com “mais de 1400 espécies vegetais – que representam 40 por cento da flora portuguesa – incluindo 70 espécies raras e endémicas” e destaca “fauna diversificada, com 200 espécies de vertebrados e mais de 2000 espécies marinhas”.

O comité valoriza o seu Plano de Ação, que “define objetivos de conservação, desenvolvimento e resiliência climática, alinhados com o Plano de Ação de Lima e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas”, elogiando a candidatura, que considerou “muito bem documentada”.

A constituição da Reserva da Biosfera da Arrábida é “uma oportunidade ímpar para a promoção, proteção e desenvolvimento sustentável deste território. Permite, de forma mais consistente, encarar os desafios que se colocam a esta área natural e encontrar soluções em estreita colaboração com a comunidade local e através do intercâmbio com as redes nacional e mundial de reservas da Biosfera. Ao mesmo tempo, cria uma verdadeira plataforma de trabalho integrado entre as autarquias, o ICNF e o conjunto de outros agentes que diariamente utilizam este espaço e os seus recursos”, refere a AMRS. 

Através da Reserva da Biosfera da Arrábida será “possível aprofundar um amplo movimento de conhecimento e sensibilização sobre os valores naturais e culturais da região, mas igualmente de experimentação, permitindo que este território se afirme como exemplo de equilíbrio, usufruto sustentável e boas práticas comunitárias”.

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