Álvaro Balseiro Amaro, ex-presidente da Câmara Municipal de Palmela (PCP), foi eleito primeiro-secretário da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Península de Setúbal, mas sem unanimidade. A eleição do Secretariado Executivo Intermunicipal, composto pelos cargos de primeiro-secretário e secretário, decorreu na 3.ª reunião mensal do Conselho Intermunicipal, realizada recentemente em Almada.
Juntamente com Álvaro Amaro foi eleito António Caracol (PS), ex-administrador dos portos de Setúbal e Lisboa, para as funções de secretário do referido órgão executivo da CIM.
Os nomes foram apresentados em lista única e aprovados por seis dos nove presidentes de câmara que integram o Conselho Intermunicipal, presidido por Frederico Rosa, presidente da Câmara Municipal do Barreiro (PS). Os autarcas tiveram também de votar uma segunda vez em função do número de eleitores dos respetivos concelhos. Na segunda votação, ponderada pelo número de eleitores de cada concelho, a proposta recolheu 75,78% da representatividade dos eleitores da região.
O presidente da Câmara Municipal de Alcochete, Fernando Pinto (PS), saúda a eleição do novo secretariado executivo da Comunidade Intermunicipal da Península de Setúbal, sublinhando “a importância de uma liderança forte e experiente para os desafios que a região enfrenta”.
Para Fernando Pinto, esta eleição “representa uma oportunidade para reforçar o trabalho conjunto entre os municípios da Península de Setúbal, num momento decisivo para áreas como a mobilidade, a coesão territorial, o desenvolvimento económico e a valorização dos serviços públicos”.
O presidente da Câmara Municipal de Alcochete desejou ainda votos de um mandato “marcado pelo diálogo, pela proximidade entre autarquias e pela capacidade de construir soluções concretas para os cidadãos de toda a região”.
Já o presidente da Câmara Municipal da Moita, Carlos Albino, votou contra porque considera que a CIM deve ser “um espaço de cooperação entre municípios, orientado para reforçar o poder local, promover a coesão territorial e servir as populações, não um instrumento de equilíbrios partidários ou de decisões tomadas fora do espaço institucional dos municípios”.
“A boa governação intermunicipal exige transparência, participação e respeito por todos os membros. Quando estes princípios não são assegurados, fragiliza-se a confiança e compromete-se a capacidade de ação da própria CIM”.
Foi por estas razões que a Câmara Municipal da Moita votou contra. Tendo outros dois municípios, votado também contra a lista apresentada. “Defender o municipalismo, a transparência e o respeito institucional é defender o futuro do nosso território. Assim, e em coerência com os princípios que sempre defendemos para a governação intermunicipal, o Município da Moita não pode acompanhar uma proposta que não respeitou o envolvimento prévio dos seus membros nem o espírito de cooperação que deve nortear a CIM”, conclui.
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