Os portugueses já têm acesso a uma aplicação para dispositivos móveis que prepara cidadãos e famílias para situações de catástrofe. Chama-se “K72 SMPC Montijo”, já está disponível na App Store e no Google Play, e mostra o que ter em casa, e o que fazer, para garantir segurança e conforto em situações de emergência.
Esta app inovadora e gratuita tem apresentação pública agendada para a próxima quinta-feira, 5 de novembro, às 17h00, nos Paços do Concelho do Montijo, e conta com a presença do secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha.
Com esta aposta, a Proteção Civil do Montijo foi além das recomendações e passou à prática, apoiando a criação deste guia em forma de aplicação móvel. Uma ferramenta que orienta os cidadãos na preparação e ação em catástrofe. O objetivo é manterem-se em segurança, e terem um plano de ação familiar.
O nome da app, K72, reflete precisamente o seu objetivo de salvaguardar a autoproteção e segurança dos cidadãos no período mais crítico de uma emergência, nas primeiras 72 horas.
A app foi desenvolvida por Carlos Batista, realizador de documentários e coordenador da Unidade Local de Proteção Civil do Montijo e Afonsoeiro. Desde o início, contou com o acompanhamento do Serviço Municipal de Proteção Civil do Montijo.
O coordenador desta unidade, André Morais, salienta que “o desafio é ajudar cada cidadão a transformar aquilo que sabe em preparação concreta”, ou seja, “pensar nos riscos a que está exposto, combinar como contactar os familiares e saber como agir se uma emergência alterar as suas rotinas”.
Com a ajuda desta nova ferramenta digital, podemos preparar mochilas de sobrevivência, não apenas para ficar em casa em segurança, mas também para evacuação, para a viatura, e ainda para os animais domésticos.
Na prática, a K72 indica o que incluir em cada mochila, permitindo assinalar o que já temos e o que ainda nos falta e, em caso de dificuldade em encontrar os produtos, encaminha para um item exemplificativo, numa loja online.
Por exemplo, em caso de evacuação, deve ter na mochila uma lista de 45 itens que, no conjunto, garantem cobertura e abrigo, água, alimentação, combustão/fogo, ferramentas cortantes, cordas e ainda higiene pessoal, medicação, comunicações e energia, documentos pessoais e navegação. Na lista, pode assinalar se já tem o item ou se ainda está em falta, de modo a controlar o stock de cada mochila.
Alguns dos artigos talvez sejam ainda pouco familiares, como os filtros LifeStraw e as pastilhas para purificar água, as power stations portáteis para alimentar aparelhos elétricos ou a rede Meshcore para comunicações alternativas quando tudo falha.
Além das mochilas de sobrevivência, a app K72 SMPC Montijo ensina a fazer um plano de emergência familiar, serve de canal para avisos da Proteção Civil, e inclui também um inventário que alerta para o fim de prazos de validade de alimentos e medicamentos nas mochilas.
Se o pior acontecer e tiver no telemóvel a aplicação, poderá ainda consultar indicações curtas e precisas sobre o que fazer em cada situação. Designadamente, num incêndio urbano, presença de gases tóxicos, sismo, onda de calor ou de frio, falhas prolongadas de eletricidade e de água, cheias e inundações, etc.
O criador da aplicação, Carlos Batista, explica que “a ideia surgiu da vontade de criar uma ferramenta que não se limitasse a informar, mas que levasse as pessoas à ação. Existe muita informação sobre como agir em situações de emergência, mas nem sempre é fácil transformá-la em medidas concretas no nosso dia a dia”, acrescentando que “gostaria que a K72 ajudasse as pessoas a dar o primeiro passo e a perceber que a preparação começa muito antes de uma emergência acontecer”.
Como seria de esperar, a app funciona mesmo sem internet, basta que o dispositivo móvel tenha carga na bateria. Para salvaguarda da privacidade, os dados que cada utilizador insere na aplicação ficam alojados apenas no dispositivo móvel. Ou seja, não existe qualquer base de dados externa ou partilha de dados.
Embora tenha nascido no Montijo, o objetivo é que a app K72 siga agora para todo o país, e ajude os portugueses a estarem preparados se/quando o pior acontecer.


