O auditório municipal Charlot, em Setúbal, vai receber a 29 de dezembro, a cerimónia de encerramento e entrega de prémios do festival Cinema em Locais Inusitados e Temporários.
Atribuído pelo público do CLIT, o prémio “Ainda bem que vim!” distinguiu duas longas-metragens – o documentário português “Carne: a pegada insustentável” e a ficção bósnia “Quando o Pai Natal era comunista” –, a média-metragem brasileira “O barco” e a curta-metragem iraniana “Machado”.
Os galardões vão ser entregues aos realizadores, ou aos seus representantes, numa sessão que tem o acolhimento dos convidados e do público previsto para as 15h30 e início oficial pelas 16h00.
“Carne” deve a autoria a Hugo de Almeida, enquanto “Quando o Pai natal era comunista” tem a assinatura do bósnio Emir Kapetanovic, cabendo a realização das animações “O barco” e “Machado” respetivamente a Rodolpho Pinotti e a Esmaiel Jabbari.
O prémio “Ainda bem que vim!” é decidido pelos espectadores do CLIT mediante a atribuição de entre uma e cinco estrelas a cada filme a que assistem, “sendo o resultado da votação ditado pela média das estrelas concedidas pelos espectadores de cada projeção”, explica o diretor do festival, Luís Humberto Teixeira, acrescentando que, “em caso de empate, o prémio cabe ao filme com mais audiência”.
Durante os sete dias da fase de inscrições, o festival registou candidaturas de pontos tão distintos como a Austrália, a Nigéria ou o México, num total de 990 submissões, tendo selecionado 41, oriundas de 17 países.
Promovida pela Associação Cultural Festroia e pelo Monte de Letras, a quarta edição do CLIT – que entre 14 e 18 de dezembro levou dez sessões de cinema de acesso livre e gratuito aos concelhos de Setúbal e de Montemor-o-Novo – teve como parceiros a Cores Vertiginosas, a Diocese de Setúbal, a Câmara Municipal de Setúbal, a Biofrade, o Instituto Politécnico de Setúbal, a Escola Secundária Sebastião da Gama, o Montado do Freixo do Meio e a Cooperativa Integral Minga.

